Parabéns, Mano!
Paris

Abre parênteses: como meus créditos acabaram
De manhã, faltou energia na casa de Alessandro. Ele já tinha me alertado que isso poderia acontecer, algo relacionado ao fogão (vai entender essa lógica francesa). Levei 2 minutos pra conseguir, pelo celular, explicar a ele o que tinha acontecido e ele me explicar como resolver (no final, bastava ligar novamente uma chave de energia).
Com isso, gastei os últimos créditos que vieram quando comprei o celular. A partir daí, eu tinha que encontrar uma loja da Orange pra poder recarregar. Com a saga dos museus, acabei não encontrando nenhuma. Agora estou semi-autista, sem poder ligar nem mandar mensagem. Pelo menos eu ainda posso receber.
Fecha parêntestes: quando eu precisei dos créditos
Chegando do Louvre, cansado, entrei na internet e encontrei Paty, que me chamou pra ir para um pub com amigos da faculdade, comemorar que ela tinha passado em todas as provas. O nome do bar era Shywawa (um dos poucos que eu lembro) e fica no Quartier Latin.
Já eram 22h quando peguei o metrô e fui direto pra lá. Como eu não tinha créditos, não tinha como ligar pra ela, esperei na frente do pub. E esperei. Quando ia desistindo de esperar e ia voltar pra casa, ela me ligou, dizendo que ainda estava a caminho, e que ia pedir pra uma amiga me achar na porta.
Lorena me achou pela descrição (a única pessoa não-fumante do lado de fora) e me apresentou a outros três brasileiros que aguadavam Paty. Achei estranho um lugar tão fechado não estar com cheiro de cigarro. Foi aí que me disseram que baixou uma lei na França que decretou que não se pode mais fumar em locais fechados. Caramba, eu gosto cada vez mais da Europa!
Uma observação: apesar do copo ser de Guinness, essa cerveja era uma Stella Artois. Pra algumas pessoas, essa informação faz diferença.
Outra observação: comecei a conhecer o mau humor parisiense. Levei uns 15 minutos pra conseguir pedir essaa bebida pro garçom.
Só quando deu quase meia noite é que Paty apareceu com outros amigos, incluindo colombianos e libaneses. Eu quase ia embora, quando me convenceram a ficar mais, já que o metrô só fecha as 2h da manhã nos fins de semana (pois é, vivendo e aprendendo). Além do mais, era meu aniversário.
Epa, deu meia noite. Parabéns pra mim!
Antes que eu percebesse, todos se juntaram pra cantar parabéns (em português mesmo) e, na mesma hora, Alessandro ligou pra me desejar feliz aniversário! Ok, eu sei que tava rodeado de brasileiros, mas fazer aniversário na Europa é outra coisa!


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