Generator Hostel
Londres

Enfim, cheguei ao Generator Hostel, recomendado por várias pessoas (incluindo comunidade no orkut). Por 10 libras o dia, pra ficar num quarto a partir de 8 pessoas, achei bem organizado.
Logo que cheguei, o sistema estava fora do ar, então eu tive que esperar cerca de meia hora pra poder fazer o check-in. Nesse tempo, peguei um mapa disponível no próprio hostel (ufa!) e fui comparando com o mapa desenhado pelo londrino do Eurostar.
Nesse hostel tem uma coisa interessante: não tem toque de recolher. Ou seja, você pode chegar e sair a hora que quiser. Basta usar o cartão magnético pra abrir tanto o portão do hostel como a porta do quarto.
Entrando no quarto, tinha um argentino e um holandês conversando em espanhol. Quando o argentino descobriu que eu era brasileiro, ele ficava falando “obrigado” pra mim por qualquer motivo. Só depois fui “conhecendo” os outros habitantes do quarto: duas orientais que só falavam entre si, um inglês de outra cidade que trabalhava no metrô de Londres e um cara que troca o dia pela noite (não cheguei a falar com ele).
Aparentemente, eu sou o único de férias, pois todo mundo passa o dia trabalhando e só passa no albergue pra dormir.
As coisas “negativas” que eu vi provavelmente existem em qualquer hostel: o banheiro, por exemplo, fica lá no fim do corredor. Em algum momento da noite, tenhoque evitar acender a luz do quarto, pra não acordar o povo.
Pelo menos tem um locker onde eu coloco todas as minhas coisas e uso meu cadeado pra fechar. Interessante que todo mundo deixa as malas jogadas pelo quarto tranquilamente. Talvez eu seja neurótico, mas talvez depois de tanto tempo em albergue o pessoal simplesmente encha o saco de ficar guardando e tirando as coisas.
Eu abstraí muita coisa, pois só vim pra passar 3 dias. Eu não sei como seria se eu tivesse que passar o mês todo em albergues. Quem sabe na próxima viagem eu descubra. Pelo menos eu já começo a me preparar psicologicamente de agora.


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