Perdido em Londres
Londres

Enfim, cheguei à estação King’s Cross. Antes que perguntem de novo, não achei Harry Potter. Converti 220 euros em 150 libras, já pra começar a sentir que tudo é mais caro.
Cheguei no balcão de informações, e eles não tinham um mapa. Todo lugar tem mapa da cidade, mas aqui não. Eu sabia que o albergue era perto, mas não sabia exatamente onde. Então o “guia” (mais perdido que eu) me deu a seguinte orientação:
- Pegar a rua principal até encontrar um hospital, e dobrar à esquerda;
- Seguir em frente até encontrar uma livraria, e dobrar à esquerda;
- Seguir em frente, e eu chegava.
Tá brincando, né? Impossível achar algum lugar assim, mas na falta de opção, vamos lá. Andei, andei, andei, e nada do hospital. Quando finalmente encontrei, vi que ele ocupava um quarteirão inteiro. Fiquei na dúvida se era na esquerda antes ou na esquerda depois. Que beleza, hein?
Resolvi entrar na rua depois, e encontrei a primeira salvação: uma McDonalds. Tenho evitado comer em fast foods, mas aqui em Londres, onde tudo é mais caro, resolvi abrir uma exceção.
Depois de comer e andar muito na tal rua e não achar a tal livraria, eu já estava xingando o guia e três gerações passadas dele. Voltei pra a rua antes do hospital e fui voltando, até que a livraria apareceu.
Só sei que levei 1 hora pra fazer um percurso que era de no máximo 10 minutos. E tava chovendo. Aquele guia me paga.


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