O último breakfast londrino
Londres

Lembrando do problema do meu cartão, resolvi testar pela manhã, e vi que ele realmente não conseguia abrir a porta. Só pude sair pro café da manhã quando tava com as malas prontas.
Fiquei comendo e olhando as malas no chão, com um medo danado de levarem (a paranóia nunca acaba). Chegou então uma menina e pediu perguntou se eu já tava saindo ou se podia olhar as malas dela enquanto ela pegava a comida. Isso me lembra que eu peguei meu breakfast com a mala nas costas.
Com a comida na bandeja, ela voltou e começou a conversar. Numa das poucas vezes em Londres, eu conversei com alguém e usei meu inglês pra alguma coisa. Quando perguntei de onde ela era, eu já imaginava a resposta, pois é minha sina: uma brasileira, de São Paulo.
Quando eu disse que também era do Brasil, ela também fez aquela cara de “nossa, mais um…”. Ela reclamou que mal conseguiu praticar o inglês dela enquanto estava em Londres, pois só encontrou brasileiro. Eu sabia exatamente o que era isso. Por isso, a gente continuou falando em inglês, e foi até mais divertido. Acho que se eu falasse em português, a conversa tinha acabado em menos de um minuto.
Mas no final só durou uns 5 ou 10, pois os dois estavam atrasados e cada um foi pro seu lado (e como minha memória não serve pra nada, não lembro nem o nome dela). Dessa vez, com um mapa na mão, levei apenas 10 minutos pra ir andando do hostel até a estação de trem. Aquele guia ainda me paga.
Nesses 3 dias em Londres, gastei apenas metade das libras que eu troquei quando cheguei na estação pela primeira vez. Infelizmente, quando troquei de volta pra euros, sobrou apenas um terço dos euros que eu trouxe. Odeio ser enrolado pelo câmbio, mas a vida é assim mesmo. Pelo menos, quando eu voltar pro Brasil não tem mais CPMF.


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