Montparnasse, um bairro sem graça

França Paris
Torre Montparnasse, vista da saäa da estação de metrô

Amanheceu, e continua chovendo de vez em quando. Algo me diz que eu não vou gostar muito de Paris nos próximos dias. Mas como eu não posso ficar em casa esperando o tempo melhorar, comecei minha saga pelo bairro de Montparnasse.

O nome do bairro é uma referência ao monte Parnasse, a residência das musas da mitologia grega, devido à grande quantidade de artistas que o frequentavam no século 19. Só pra ficar claro, eu odiei minha visita a essa parte de Paris. Não sei se foi por causa da chuva, ou porque eu simplesmente achei o bairro altamente sem graça, considerando tudo que eu vi até agora.

Passei por uma estátua bem feia e bizarra feita por Rodin. Eu sei que arte é algo subjetivo, mas eu não imagino ninguém olhando pra ela e dizendo que gostou.

Na verdade, o ponto alto desse bairo é a Torre Montparnasse. E é alto mesmo. A torre tem 210 metros e é o maior arranha-céu da França. Como segunda construção mais alta de Paris, só perde pra a torre Eiffel. Há quem diga que, do topo da torre, tem-se a melhor vista da cidade, justamente porque se vê tudo, menos a torre.

Resumindo, esse bairro é feio pra caramba.

Estátua de Balzac, feita por Rodin     Torre Montparnasse     Torre Montparnasse

Cemitério de Montparnasse

Pra não perder a viagem (já que eu tinha perdido a vontade de andar por lá), fui visitar o Cimetière du Montparnasse. Lá estão sepultadas pessoas famosas como Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir, um casal de filósofos existencialistas.

Como foi minha primeira visita a um cemitério na Europa, achei interessante a forma como as lápides são tratadas. Muitas delas são obras de arte, às vezes até fazendo referência à pessoa sepultada, como o caso de uma escultura sobre o túmulo do escultor Baltasar Lobo.

Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir     Baltasar Lobo     Túmulo de um casal japonês, rodeado de bonsais     Estátua sobre uma lápide

Ao visitar um cemitério como turista, tento evitar ao máximo pensar no que ele realmente é, ou representa. Não me agrada muito a idéia de lembrar que tanta gente assim já abandonou essa vida e provavelmente faz falta até hoje pra os que ficaram. Há algumas estátuas em lápides que passam exatamente essa sensação.

Tenho sorte de ainda não ter tido ninguém muito próximo nessas condições. Mas quando um dia isso acontecer (afinal, é inevitável), não sei se vai ser tão fácil assim não pensar em todos que estão sob a terra.

E esse clima chuvoso só deixa tudo mais triste.

Vários túmulos no cemitério Montparnasse     Uma das ruas quase vazias do cemitério     Génie du Sommeil Eternel - o Anjo do Sono Eterno

~ por Mano em [ Janeiro 18, 2008 ].

Uma resposta to “Montparnasse, um bairro sem graça”

  1. Oi!
    Este cemitério possui dias de visitação ou alguma restrição quanto à entrada?
    Se puder me responder por e-mail, ficarei muito grata.

    Abraços

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