Às margens do Canal St. Martin
Paris

Assim como na vez em que me recomendaram uma caminhada de 2 milhas pela margem do rio Thames, em Londres, eu não conseguia entender o que o Canal St Martin podia ter de tão interessante pra tanta gente achar que vale a pena percorrê-lo. Assim como na vez do Thames, acabei sendo surpreendido.
Logo no começo, tem uma espécie de praça com uma fonte, onde algumas pessoas param pra comer. A tranquilidade das pessoas que vão para caminhar às margens do canal é algo meio contagiante. Eu só tava um pouco nervoso por causa da fome, mas logo depois de devorar meu almoço verde, eu entrei no clima de calmaria.
A vista do canal é muito legal, aquela água tranquila e tão próxima (pois é, às vezes batia aquela vontade de mergulhar). São várias comportas distribuídas naquela imensidão de quase uns 5 quilômetros de água. E, já que Paris não tem mar, lá você pode encontrar alguns pescadores.
O guia de Paris diz que nesse canal você pode ver bem os edifícios da vida proletária, sobre o qual Edith Piaf tanto cantava. Infelizmente, eu não assisti o filme ainda, então não deu pra identificar muita coisa.
Mais pro fim do canal, começavam a aparecer várias pontes, cada uma diferente da outra, algumas de madeira, outras de ferro. O único problema foi que, justamente por estar andando com o guia de Paris na mão, eu praticamente tinha estampado na minha testa: “turista”.
Chegou um cara pedindo esmola, chegou outro me oferecendo coisa pra vender, etc. Quando eu percebi o que tava atraindo tanto esse povo, guardei o guia e deixei pra abrir só quando cheguei no fim, quando o canal se esconde pelos subterrâneos da cidade.


era nesse canal q amelie poulin jogava s pedrinhas :P
Alessandro disse isso em [ Março 24, 2008 ] às 12:16 |