Adeus, Louvre
Paris

Depois de muito enrolar na praça, entrei no Louvre. Não sei bem por quê. Acho que foi o hábito. Talvez o fato de poder entrar de graça e estar na Europa, e ficar com a sensação de estar desperdiçando a chance caso eu não visitasse mais uma vez.
A verdade é que eu não aguentava mais o Louvre. Ao contrário do que Alessandro tinha sugerido, eu tinha visto tudo de uma vez na semana passada, em vez de deixar algo pra hoje. O resultado é que não tinha mais nada que eu quisesse ver.
Mas já que eu já tava lá dentro, o jeito era tentar aproveitar. Lembrei da parte que eu mais tinha gostado (as grandes pinturas) e pensei em ver todos quadros dessa parte com calma. Quando cheguei lá, a idéia já não pareceu tão boa, pois o sono me venceu. É triste, eu sei, mas eu não queria estar no Louvre.
Fui pra a estação. Peguei o metrô. Desci do metrô pra trocar de linha. Meu celular tocou: era Paty. “Tás afim de patinar no gelo agora?”.
O sono passou na mesma hora.


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