Tem uma bicicleta no teto
Paris

Espanhola, japonesa, libanesa, polonesa… Depois de tantas cozinhas variadas que eu encontrei nessa viagem, faltou muito pouco pra eu voltar pra casa sem ter comido algo tipicamente francês. Mas antes que eu fizesse essa besteira, fui com Alessandro pra um restaurante chamado Le Kiosque, no 16ème mesmo.
Palmas pra mim, lembrei o nome! Só não queiram que eu lembre o nome dos pratos. A única coisa que me vem em mente é que eu finalmente comi um prato de pato (canard), mas não lembro se foi o tal “fois gras”.
Era um restaurante pequeno, mas bem interessante. Tinha fotos antigas por toda a parte e o cardápio era em forma de jornal. Assim que a gente sentou na mesa, Alessando olhou pra cima e disse: “tem uma bicicleta no teto!”. De fato, isso não se vê muito por aí.
Uma diversão da noite foi observar um casal que, por um lado, parecia ter se encontrado por acaso, mas por outro era como se tivessem marcado de se encontrar pela internet. Foi um pouco estranho, mas o bom era tentar imaginar qual era o caso. Acabamos sem descobrir.
A cadeira que eu tava ficava do lado de uma porta fechada, mas era o suficiente pra entrar um vento gelado. E isso foi só uma prévia do frio que eu senti quando a gente voltou pra casa. Segundo Alessandro, devia fazer uns 3 graus.
Vai ver é verdade: agora que eu vou embora, o inverno vai começar pra valer.


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