Visita ao Museu do Louvre
Paris, 18 de janeiro

Entrando no museu, dessa vez sozinho, abri o mapa pra entender sua estutura. O Louvre tem 4 andares (térreo, primeiro, segundo e o entresol). Como entrei pela pirâmide principal, eu estava um pouco abaixo do nível do entresol.
De lá, tem-se a opção de entrar por uma das três alas do museu:
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Ala Denon, ao sul (braço direito do museu)
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Ala Richelieu, ao norte (braço esquerdo)
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Ala Sully, ao leste (área central)
| Mapa do 2o andar | Mapa do Térreo | ||
| Mapa do 1o andar | Mapa do Entresol |
Uma vez dentro, é fácil trocar de ala, caso você esteja no térreo ou acima. Mas não é tão fácil assim encontrar a saída, mesmo com o mapa na mão (ele acaba enganando as vezes, principalmente quando o caminho envolve escadas).
Minha visita foi algo bem caótico em termos de roteiro, pois eu subi e desci as escadas várias vezes (em algum momento, eu cansei e passei a usar o elevador). A única ordem que eu consegui manter foi a das alas: vi toda a Denon, depois a Richelieu e por último a Sully.
Ala Denon
Como na sexta passada eu entrei pela Richelieu, dessa vez resolvi começar pela Denon. No entresol, estava as esculturas gregas pré-clássicas, como o “rosto” de um homem bem simples (que eu achava que era maior). Subindo para o térreo, estavam as antiguidades etruscas e romanas, como sarcófagos e vasos.
Ainda nessa área, vi alguns tetos decorados com pinturas e esculturas de anjos, tema muito comum no Louvre. Dei uma escapada em Sully (na parte de esculturas gregas) só pra ver de novo a Vênus de Milo, na esperança de que tivesse menos gente ao redor. Turista iludido.
No meio das escadas para o primeiro andar, passei novamente pela Victoire, também cheia de gente ao redor. De lá, entrei na Galerie d’Apollon, um salão luxuoso com quadros de várias personalidades francesas (reis, escultores, pintores) assim como jóias da época, incluindo uma coroa real. É obrigatório passar por lá.
Em seguida, passei pelo corredor das grandes pinturas francesas, um dos meus preferidos. Napoleão é um tema constante nestas pinturas, talvez porque ele próprio incentivava (ou obrigava, sei lá) os artistas a falarem das conquistas dele.
Por fim, entrei na sala da Monalisa e do Les Noces de Cana. E dessa vez eu percebi que os dois não são os únicos quadros da sala.
Ala Richelieu
A ala Denon só vai até o primeiro andar, então eu já tinha visto tudo que eu queria nela. O estranho é que, olhando um pouco depois as fotos que eu tirei, não consigo lembrar como eu fui parar no outro lado do museu, no último andar da Richelieu. Se eu bem me conheço, devo ter levado meia hora subindo e descendo escada sem prestar atenção aos quadros, só seguindo o mapa.
Mas já que eu cheguei, fui direto para a única coisa que eu pretendia ver nesse andar: a galeria Médicis (Flandres, século XVIII), constituida de 24 quadros grandes pintados por Rubens, ilustrando os pricipáis eventos da rainha de Médicis (é, aquela da fonte em Luxembourg).
Descendo ao primeiro andar, encontrei os “objets d’art”, um termo utilizado nas Belas Artes para indicar que estes objetos tem valor artístico superior aos outros. Entre eles estavam vários artefatos de ouro da idade média, como o cetro de um bispo (que eu não lembro mais o nome).
Por sinal, às vezes acho que eu devia fazer como muita gente nos museus: anotar no caderno o nome de todas as coisas que eu tirar foto, já que antes de sair de qualquer museu eu já esqueci de metade.
Ainda nos objets d’art, temos os Apartements de Napoleão III, reproduções dos luxuosos aposentos do rei, caprichando nos lustres. Também uma das partes que eu mais gostei (acho que era muito bom ser rico naquela época).
Na parte central das esculturas francesas que ficam no térreo, estão dois pátios: o Cour Marly e o Cour Puget. O primeiro contém obras proveninents da região de Marly-le-Roi. Estão inclusas obras dos irmãos Guillaume Cousteau (os Cavalos de Marly) e Nicolas Cousteau (La Seine et la Marne).
O Cour Puget recebeu o nome do pintor, escultor e arquiteto Pierre Paul Puget, e contém esculturas do século de Louis XIV, destinadas ao ar livre. Um ponto interessante é que essa parte do museu pode ser vista de fora. Na semana passada, tirei algumas fotos de dia através do vidro, e a qualidade ficou muito melhor.
Tenho vontade de, no futuro, vir no Louvre de dia, mesmo que pagando, pois algumas áreas do museu dependem de iluminação natural, o que não fica lá muito eficiente à noite, como é o exemplo da pirâmide invertida. Talvez na próxima vez que eu voltar a Paris eu faça isso.
Para concluir a ala Richelieu, fui visitar a área da Mesopotâmia, ainda no térreo. Lá tem várias esculturas de animais com cabeças humanas, como é o caso dos “touros” alados. Eu quase passei direto de uma pedra preta que, quando parei pra olhar, descobri que era o Código de Hamurabi.
Ala Sully
Essa ala quase ficou pra a semana que vem. Já eram 21h, e eu tinha saído de casa às 11 da manhã. Fiquei no vou-não-vou, mas já que eu já tava lá, resolvi continuar a saga. Passei muito rapidamente pelas antiguidades do Irã, e reconheci uma estátua que vai quase até o teto, o Chapiteau d l’Apadana. Voltei pro primeiro andar, pra a seção do Egito dos tempos dos faraós.
Passei pelo muito famoso Escriba “accroupi”, embora quase não tenha reconhecido da foto, por causa do sono. Vi as escritas, esculturas e pinturs em “paredes”, e o busto de Akhénaton.
Ainda tinha um corredor inteiro sobre o Egito faraônico no térreo. Mas dessa vez, no vou-não-vou, acabei escolhando não ir.
No fim da visita, encontrei algumas obras curiosas: primeiro, uma escultura chamada “rosto de um homem”. O curioso disso é que, sinceramente, eu achei ela muito mais parecida com um rosto do que da primeira primeira foto de hoje (que é muito mais famosa). Mas quem sou eu pra falar de arte, né?
Segundo, no entresol de Sully, tem uma esfinge bem grande, isolada de tudo. Praticamente arrumaram um cantinho e colocaram ela lá. Mas alguém provavelmente vai me dizer que isso tem um propósito artístico.
Por último, ao procurar a saída, fiquei meio que perdido no fosso do Louvre: os restos do que um dia já foi o Castelo do Louvre. Foi aí que eu descobri que o Louve nem sempre foi desse tamanho que é hoje. Na verdade, ele começou muito menor e foi reformado e expandido várias vezes até chegar ao tamanho atual.
E ao fim do corredor, para minha felicidade, estava a saída.


tu viu a Vitória de Samotrácia! queria ver pessoalmente… só de foto eu já acho linda!
ah, e essa de anotar o nome de tudo que tá tirando foto é ótimo – eu faço isso com intenção de fazer um álbum tipo scrapbook (com fotos, anotações, panfletos, meio que um diário de viagem…) mas nem álbum safado eu parei pra organizar ;P
xêro!
Bali disse isso em [ Março 3, 2008 ] às 10:29 |
Olá adorei seu Blog estava procurando algo nosso e diferente sobre o Salão de louvre e encontrei fotos maravilhosas;muito bom gosto.
Parabéns
silvana disse isso em [ Abril 30, 2008 ] às 23:27 |
Nossa novamente parabens
adorei suas observaçoes
algo que transmite uma certa caracteristica de como é entrar no louvre. Gostei muito, as fotos sao lindas e muito bem tiradas
Bjos
Priscila
Priscila disse isso em [ Junho 24, 2008 ] às 21:00 |
Olá, estava pesquisando algumas coisas sobre o Louvre para a viagem que vou fazer a França. E achei seu blog muito bom, informa sobre varias coisas, adoreei!
parabéns! continue escrevendo coisas sobre o Louvre, sao muito interessantes!
Lívia disse isso em [ Julho 6, 2008 ] às 16:32 |
Olá, adorei suas observações… é uma pena que já estou de volta ao Brasil e não vi tudo o que vc viu , ficou muita coisa pra outro dia.
vanessa disse isso em [ Agosto 30, 2008 ] às 17:46 |
Oi td bem?? Tive o grande prazer de fazer o mesmo caminho percorrido por vc, interessante suas observações e suas fotos!!
O mais interessante ainda foi a minha felicidade, após horas de
passeio entre tantas maravilhas, encontrar enfim a saida!!
Fiz com seu blog uma nova visita ao Louvre, obrigada!!
Parabéns!!
Luiza disse isso em [ Março 22, 2009 ] às 1:00 |
Olá,
Fiquei encantada com seu blog,voce foi bem detalhista,estou fazendo meu album de fotos da França e seus comentários sobre o Louvre ajudaram às anotações que faço nas fotos ,e realmente ,não deixe de voltar ao Louvre de dia é maravilhoso !!!
Parabéns.
syomara disse isso em [ Julho 18, 2009 ] às 23:29 |
Parabéns!!! esta é sem duvida uma ótima oportunidade para conhecer mesmo que por fotos este lugar maravilhoso!!!
Nil disse isso em [ Julho 19, 2009 ] às 11:19 |
Nossa como vc é detalhista e organizado.
parabéns!!!
agnes disse isso em [ Agosto 5, 2009 ] às 23:23 |
parabens pelas fotos,continue com sua humildade,pois,ela determina o tamanho de seu dono
josé g flavio disse isso em [ Setembro 27, 2009 ] às 12:00 |