Anoiteceu… e agora?

•[ Janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
British Museum

Deu 20h. Já escureceu, não dá pra tirar fotos dos pontos turísticos. Só que eu estou em Londres só por alguns dias e me nego a ficar deitado na cama esperando a noite passar.

Então saí andando aleatoriamente. Vi que o British Museum (uma sugestão de Alessandro) era relativamente perto, e resolvi ir até lá, ver se ainda tava aberto.

No caminho, passei por vários hotéis luxuosos, como o Hotel Russell. Vi de longe um prédio iluminado, e fui me aproximando até poder tirar uma foto decente. Quando vi, era simplesmente a University of London.

Finalmente, encontrei o museu, com dois leões de estátua na frente. Como imaginei, ele já tinha fechado (como tudo na Europa). Mas pelo menos serviu pra ver o horário, pra voltar outro dia.

Hotel Russell     University of London     Rua tðica de Londres, com casas todas iguais

No caminho até ele, fiz um reconhecimento de campo e encontrei vários lugares pra comer, embora todos fechem às 21h. Tenho que lembrar disso todas as noites, pra não ir dormir com fome.

Eu sei que eu deveria estar procurando boates, bares, ou algo do tipo pra ir. Mas eu simplesmente não tô no clima pra fazer isso sozinho.

Generator Hostel

•[ Janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Rua Tavistock Place, vista da porta do Generator Hostel

Enfim, cheguei ao Generator Hostel, recomendado por várias pessoas (incluindo comunidade no orkut). Por 10 libras o dia, pra ficar num quarto a partir de 8 pessoas, achei bem organizado.

Logo que cheguei, o sistema estava fora do ar, então eu tive que esperar cerca de meia hora pra poder fazer o check-in. Nesse tempo, peguei um mapa disponível no próprio hostel (ufa!) e fui comparando com o mapa desenhado pelo londrino do Eurostar.

Nesse hostel tem uma coisa interessante: não tem toque de recolher. Ou seja, você pode chegar e sair a hora que quiser. Basta usar o cartão magnético pra abrir tanto o portão do hostel como a porta do quarto.

Entrando no quarto, tinha um argentino e um holandês conversando em espanhol. Quando o argentino descobriu que eu era brasileiro, ele ficava falando “obrigado” pra mim por qualquer motivo. Só depois fui “conhecendo” os outros habitantes do quarto: duas orientais que só falavam entre si, um inglês de outra cidade que trabalhava no metrô de Londres e um cara que troca o dia pela noite (não cheguei a falar com ele).

Aparentemente, eu sou o único de férias, pois todo mundo passa o dia trabalhando e só passa no albergue pra dormir.

As coisas “negativas” que eu vi provavelmente existem em qualquer hostel: o banheiro, por exemplo, fica lá no fim do corredor. Em algum momento da noite, tenhoque evitar acender a luz do quarto, pra não acordar o povo.

Pelo menos tem um locker onde eu coloco todas as minhas coisas e uso meu cadeado pra fechar. Interessante que todo mundo deixa as malas jogadas pelo quarto tranquilamente. Talvez eu seja neurótico, mas talvez depois de tanto tempo em albergue o pessoal simplesmente encha o saco de ficar guardando e tirando as coisas.

Eu abstraí muita coisa, pois só vim pra passar 3 dias. Eu não sei como seria se eu tivesse que passar o mês todo em albergues. Quem sabe na próxima viagem eu descubra. Pelo menos eu já começo a me preparar psicologicamente de agora.

Perdido em Londres

•[ Janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Relógio da estação King’s Cross - St. Pancras

Enfim, cheguei à estação King’s Cross. Antes que perguntem de novo, não achei Harry Potter. Converti 220 euros em 150 libras, já pra começar a sentir que tudo é mais caro.

Cheguei no balcão de informações, e eles não tinham um mapa. Todo lugar tem mapa da cidade, mas aqui não. Eu sabia que o albergue era perto, mas não sabia exatamente onde. Então o “guia” (mais perdido que eu) me deu a seguinte orientação:
- Pegar a rua principal até encontrar um hospital, e dobrar à esquerda;
- Seguir em frente até encontrar uma livraria, e dobrar à esquerda;
- Seguir em frente, e eu chegava.

Tá brincando, né? Impossível achar algum lugar assim, mas na falta de opção, vamos lá. Andei, andei, andei, e nada do hospital. Quando finalmente encontrei, vi que ele ocupava um quarteirão inteiro. Fiquei na dúvida se era na esquerda antes ou na esquerda depois. Que beleza, hein?

Resolvi entrar na rua depois, e encontrei a primeira salvação: uma McDonalds. Tenho evitado comer em fast foods, mas aqui em Londres, onde tudo é mais caro, resolvi abrir uma exceção.

Depois de comer e andar muito na tal rua e não achar a tal livraria, eu já estava xingando o guia e três gerações passadas dele. Voltei pra a rua antes do hospital e fui voltando, até que a livraria apareceu.

Só sei que levei 1 hora pra fazer um percurso que era de no máximo 10 minutos. E tava chovendo. Aquele guia me paga.

Eurostar para Londres

•[ Janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
No Eurostar, a caminho de Londres

Depois de passar a manhã arrumando a mala, fui pra a Gare du Nord, pra pegar o Eurostar, trem que liga Londres e Paris, passando por dentro do Canal da Mancha.

Ainda bem que me deram a dica de levar a passagem de volta pro Brasil, assim como anotado o lugar em que eu ia ficar em Londres. Isso facilitou na hora de passar pela polícia federal. Dizem que eles são bem chatos com isso, mas comigo foi tranquilo.

Dentro do trem, conheci um casal londrino que tinha ido passear em Paris e estava agora voltando pra casa. Fiquei impressionado com a simpatia deles. Quando comentei que ia passar dois dias lá, eles desenharam pra mim um mapa do que eu deveria visitar nesse tempo. Foi um desenho bem simples, mas juntando com qualquer outro mapa, fica fácil de encontrar.

Roteiro sugerido para o 1º dia em Londres Roteiro para o
1º dia
Roteiro sugerido para o 2º dia em Londres Roteiro para o
2º dia

Além disso, a viagem foi bem divertida. Do nosso lado, tinha um grupo também voltando do descanso do fim de semana em Paris. Eles riam, contavam piadas (e eu ria junto) e brindavam ao aniversário de uma das mulheres. Deve ser muito bom envelhecer em Londres, pois de todos os londrinos que eu vi, os mais velhos eram os mais bem-humorados.

To Berlin or not to Berlin?

•[ Janeiro 13, 2008 ] • 2 Comentários

França Paris
Bilhetes de ida e volta para Londres 

Acabei nem dizendo, mas há 3 dias resolvi que vou mesmo pra Londres. Apesar de com certeza gastar mais dinheiro lá do que em Paris, eu não vou ter outra chance dessa nem tão cedo. Além do mais, eu já tenho o mais caro, que é a passagem comprada. Já fiz a reserva no albergue e tudo!

O ruim só vai ser passar alguns dias completamente sozinho e longe de todo mundo. Bem, talvez eu precise disso mesmo.

Acabei gostando tanto da idéia de viajar sozinho que venho pensando em ir passar alguns dias em Berlin na outra semana, já que eu tenho dias de sobra em Paris. O problema é que eu tenho que resolver logo, antes de ir pra Londres (amanhã), senão vai ficar muito em cima pra conseguir reservar as coisas.

E outra… tenho que descobrir o que visitar em Berlin. Em Londres, por exemplo, uma amiga recomendou visitar uns três lugares, e disse que isso provavelmente vai ocupar meus dias. Espero que dê certo.

Mas enquanto eu resolvo, fui com Alessandro conhecer um restaurante libanês que tem aqui perto de casa. Não sei descrever exatamente a comida, mas tem um monte de coisas pequenas, que juntas dão uma refeição, hehehe. Eu devia ter tirado uma foto do prato, mas acabei esquecendo.

Tudo bem que a conta toda deu mais de 60 euros, mas a gente comeu muito. Muito mesmo. De vez em quando é bom fazer um agrado desse ao estômago… Acho que só vou sentir fome amanhã no almoço.

Aprenda química na França

•[ Janeiro 13, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Eu, Gi e All, os primeiros a chegar

Fórmula de hoje: Absolut + Tequila = Perda de equilíbrio

Depois de muito passar o dia discutindo sobre o que fazer pra comemorar meu aniversário, resolvi fazer a festa em casa mesmo e chamei os amigos brasileiros que estão em Paris.

Quanto à vodka, façam as contas comigo:
- Smirnoff: 11 euros
- Absolut: 15 euros
No Brasil, a Absolut custa 3 a 4 vezes o preço da Smirnoff. Preciso continuar?

Depois de um bom tempo de festa, metade do povo foi dormir e os outros foram tentar ir para uma festa que tinha perto do Trocadéro. Só tentar mesmo, pois quando chegou lá, a mulher não gostou do meu sapato e não deixou a gente entrar. Fomos pra a Champs-Elysées, onde eu tomei tequila e só voltei de quase 6 da manhã, quando o metrô reabriu.

No corredor do metrô, senti uma atração gravitacional enorme pelo chão e pelas paredes laterais. O desafio foi conseguir me manter em pé, no centro e em linha reta, até chegar no fim do corredor. A sensação de poder fazer isso sem me preocupar em ser assaltado ou coisa do tipo é boa demais. Minha única preocupação era achar o caminho de casa, e isso eu já sabia decorado.

Viva a Europa! Vou sentir falta disso quando voltar pro Brasil.

Soldes! 50% OFF!

•[ Janeiro 12, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Arc de Triomphe

Por falar em Alessandro, alguns devem estar se perguntando onde estava ele todo esse tempo, que mal apareceu aqui. Bom, alguém tinha que trabalhar. E como nesse mês definitivamente esse alguém não sou eu, sobrou pra ele.

No entanto, hoje é sábado e até as formigas operárias merecem um descanso, então ele resolveu turistar junto comigo. Começamos pela torre Eiffel e passamos pelo Arco do Triunfo (que eu ainda não tinha visto de perto).

Ao chegar na Champs-Elysées, uma das principais avenidas de Paris, notei que a metáfora da formiga foi levada a sério: um formigueiro de gente se apertava pelas ruas, pois era o primeiro fim de semana dos Soldes (as promoções em todas as lojas da cidade).

Foi um bom momento pra testar vários perfumes franceses de marcas famosas que ficavam de amostra! Eles realmente se garantem nessa parte. Mesmo com os descontos, vou deixar pra comprar no duty free, pois deve sair mais barato.

Eu, Alessandro e a Torre Eiffel     Calçada da Av. Champs-Elysées     Fonte na Av. Champs-Elysées

Minha única aquisição no dia foi comprar créditos pro meu celular. Coloquei 25 euros e ganhei nada menos que 500 mensagens pra usar! Creio que não vou precisar recarregar nem tão cedo.

Descemos a avenida até o fim, chegando mais uma vez na Place de la Concorde, mas dessa vez com muito sol (que por sinal já estava perto de se pôr).

Place de la Concorde Fonte na Place de la Concorde Embaixada dos EUA, na Place de la Concorde Pôr do sol na Place de la Concorde

Seguindo a rue Royale, chegamos à Madeleine, uma igreja néo-classica construída como templo para a glória do exército de Napoleão, pela qual eu passei correndo no meu segundo dia em Paris. Dessa vez, entrei com calma e vi um altar grandioso com a estátua de Maria Madalena sendo carregada por dois anjos.

 A place de la Concorde, vista da Madeleine     Eglise de Madeleine     Altar da Madeleine

Caminhando pela Boulevard des Capucines, passamos pela frente do Olympia, a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris, que já foi palco para Edith Piaf, Beatles, Pavarotti, Rolling Stones, entre outros.

No fim da avenida, fica a Ópera Garnier, uma casa de ópera com capacidade para quase 2 mil pessoas sentadas. Tem estilo néo-barroco e é considerada uma obra prima da arquitetura.

Na volta pra casa, Alessandro comprou o que segundo ele é uma comida típica de Paris: o pão com amêndoas (acho que é esse o nome). Pior é que eu acabei gostando mais do que ele mesmo, que sugeriu.

Teatro Olympia     Ópera Garnier     Pão com amêndoas, o algo do tipo

O tal do Art Nouveau

•[ Janeiro 12, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Edifãio em estilo Art Nouveau

Quem já foi na casa de Alessandro, com certeza conhece esse prédio. Não é onde ele mora, mas com certeza ele queria. Desde o dia em que eu cheguei, já ouço falar dele, e sei que não sou o único.

Hoje, passando pela frente, ele não se contentou em falar que ele é uma típica representação do Art Nouveau, como tivemos que parar pra tirar algumas fotos. Interessante foi uma mulher na rua perguntando se éramos italianos (?), e ainda se ofereceu pra tirar fotos também (pois é, uma parisiense sendo gentil!).

Eu, como profundo conhecedor da arquitetura francesa, não faço idéia da diferença entre Art Nouveau e qualquer outro tipo de estilo. Quem sabe um dia eu entendo.

Parabéns, Mano!

•[ Janeiro 12, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Primeira comemoração do aniversário

Abre parênteses: como meus créditos acabaram

De manhã, faltou energia na casa de Alessandro. Ele já tinha me alertado que isso poderia acontecer, algo relacionado ao fogão (vai entender essa lógica francesa). Levei 2 minutos pra conseguir, pelo celular, explicar a ele o que tinha acontecido e ele me explicar como resolver (no final, bastava ligar novamente uma chave de energia).

Com isso, gastei os últimos créditos que vieram quando comprei o celular. A partir daí, eu tinha que encontrar uma loja da Orange pra poder recarregar. Com a saga dos museus, acabei não encontrando nenhuma. Agora estou semi-autista, sem poder ligar nem mandar mensagem. Pelo menos eu ainda posso receber.

Fecha parêntestes: quando eu precisei dos créditos

Chegando do Louvre, cansado, entrei na internet e encontrei Paty, que me chamou pra ir para um pub com amigos da faculdade, comemorar que ela tinha passado em todas as provas. O nome do bar era Shywawa (um dos poucos que eu lembro) e fica no Quartier Latin.

Já eram 22h quando peguei o metrô e fui direto pra lá. Como eu não tinha créditos, não tinha como ligar pra ela, esperei na frente do pub. E esperei. Quando ia desistindo de esperar e ia voltar pra casa, ela me ligou, dizendo que ainda estava a caminho, e que ia pedir pra uma amiga me achar na porta.

Lorena me achou pela descrição (a única pessoa não-fumante do lado de fora) e me apresentou a outros três brasileiros que aguadavam Paty. Achei estranho um lugar tão fechado não estar com cheiro de cigarro. Foi aí que me disseram que baixou uma lei na França que decretou que não se pode mais fumar em locais fechados. Caramba, eu gosto cada vez mais da Europa!

Uma observação: apesar do copo ser de Guinness, essa cerveja era uma Stella Artois. Pra algumas pessoas, essa informação faz diferença.

Outra observação: comecei a conhecer o mau humor parisiense. Levei uns 15 minutos pra conseguir pedir essaa bebida pro garçom.

Eu e Paty, finalmente nos encontramos     Primeira comemoração do aniversário     Eu e Paty, tirando um monte de fotos

Só quando deu quase meia noite é que Paty apareceu com outros amigos, incluindo colombianos e libaneses. Eu quase ia embora, quando me convenceram a ficar mais, já que o metrô só fecha as 2h da manhã nos fins de semana (pois é, vivendo e aprendendo). Além do mais, era meu aniversário.

Epa, deu meia noite. Parabéns pra mim!

Antes que eu percebesse, todos se juntaram pra cantar parabéns (em português mesmo) e, na mesma hora, Alessandro ligou pra me desejar feliz aniversário! Ok, eu sei que tava rodeado de brasileiros, mas fazer aniversário na Europa é outra coisa!

Primeira visita ao Louvre

•[ Janeiro 11, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Mano e a Mona, ambos com cara de sono

Enfim, o Louvre! Toda sexta-feira, a partir das 18h, o Louvre é de graça pra quem tem até 26 anos. Claro que eu pretendo aproveitar todas as sextas, começando por essa!

Depois de passar a tarde no Orsay, chegamos às 18h na pirâmide de Louvre, e achamos estranho toda aquela escuridão, mas o museu estava aberto mesmo. A propósito, não precisa comprar ticket, é só mostrar uma identificação quando for entrar por alguma das alas (saber disso evita pegar uma fila).

Já que Gi estava em Paris antes de mim, ela chegou a aproveitar o 1º domingo do mês, em que todos os museus ficam de graça em Paris, então ela já tinha alguma noção de como andar por lá.

Pirâmide do Louvre, à noite     Corredores do Louvre lotados de visitantes     Uma das várias escadarias do Louvre

Como qualquer coisa de graça, o Louvre estava CHEIO de gente. Cheio de pessoas andando pelos corredores confusos do museu, tentando aproveitar o que ia sobrar da noite.

Não foi muito diferente de nós. Sabendo o tamanho do Louvre, tentamos ser bemobjetivos: fomos direto atrás da Vênus de Milo e da Mona Lisa, que eram as obras mais conhecidas lá do museu. Por sinal, existem placas por toda parte indicando essas duas obras, é como se a maioria não quisesse mais saber do resto.

Esse era nosso caso. Depois de uma tarde inteira de Orsay, não dava pra explorar o Louvre com calma. Depois de achar e se acotovelar com os milhares de visitantes pra tirar fotos com essas obras, a gente só queria voltar pra casa. Afinal, ainda tenho mais duas sextas-feiras pra ir lá de novo.

Vênus de Milo     Les Noces de Cana, de Paolo Caliari     A pirâmide invertida

Nossa última busca foi a famosa pirâmide invertida, que não fica no caminho principal do Louvre, e sim numa saída alternativa, que usamos pra chegar no metrô. Depois disso, só tivemos forças pra comer um muffin no Starbucks e ir pra casa.

Dica de turista: não vejam mais de um museu no mesmo dia. Eles requerem uma atenção enorme pra serem bem aproveitados (e essa atenção some depois de algumas horas). Ainda bem que o Louvre não vai sair do lugar.