Barcelona

Cansei desse frio, e cansei dessa gripe.
Quero voltar pro Brasil.

Barcelona

Cansei desse frio, e cansei dessa gripe.
Quero voltar pro Brasil.
Barcelona

Continuo doente. Mas ficar em casa não é uma opção, afinal, eu estou na Europa! Por falta de um roteiro, resolvi fazer o que turista faz de melhor: me perder pela cidade. Pelo menos saí de casa com uma região em mente: a cidade velha. Parte dela eu já vi ontem, então a idéia foi me concentrar no Bairro Gótico.
Catedral
Desci na estação Jaume I, e saí andando em direção à Catedral. No caminho (errado), encontrei a Plaça Reial, que tem uma coisa muito comum na Europa nessa época do ano: uma fonte desligada. Poucas coisas são mais frustrantes pra um turista do que uma fonte com água parada ou até sem água. E eu tenho a sensação de que vou encontrar muitas dessas por aí.
Andando pelas ruas, cheguei na Avinguda de la Catedral, que passa na frente dessa catedral enorme que não cabe na foto e estava em reforma (assim como metade da cidade). Pensei em entrar nela, mas acabei pirangando. Pensando bem, depois de olhar as fotos no google, acho que devia ter ido.
Cansado de andar perdido, sentei na escadaria e comecei a conversar com um casal italiano (de Veneza) que também estava passando as férias em Barcelona. Como todo Europeu, eles falaram algo como “Brasil, bello!”. Bom saber que o povo de cá acha nosso país bonito (até mais do que os brasileiros).
Bairro Gótico (ou não) e La Ribera
Andei procurando o tal bairro gótico e, das duas uma: ou eu não achei o bairro, ou o bairro é altamente igual a qualquer outro, pois não vi nenhum prédio diferente nem bonito como me disseram. Vai ver eu não entendo de arte mesmo.
Então fui procurar La Ribera, que eu também não sabia exatamente o que era. Só quando cheguei em casa, descobri que era um outro bairro por onde eu passei (onde praticamente todos os muros eram pichados). Fui seguindo a rua, até que de repente, aparece um Arco do Triunfo na minha frente! Eu nem lembrava que tinha um desse aqui também!
Como vi que eu estava relativamente perto de casa, resolvi voltar andando mesmo, em vez de pegar o metrô. No caminho, passei pela Torre Agbar (aparentemente, toda cidade tem seu monumento fálico). Essa torre fica acessa à noite, azul e vermelha, em alguns dias da semana. Quando eu descobrir que dias são esses, eu volto lá pra tirar uma foto.
A propósito, passei muito perto de novo da Cascada (a fonte do Parc de la Ciutadella). Mas não vi de novo.
Barcelona

Há três dias que todo mundo só fala em doença. Cada um que apareça com algo diferente: garganta inflamada, tosse, gripe, etc. Eu até estranhei de ter me acostumado com o clima da Europa assim tão fácil. Mas isso foi até chegar em casa ontem… a partir daí, eu fui o escolhido pela tosse e pela gripe.
Hoje o clima não ajudou nada, porque só fez chover. Se chuva no verão já é um saco, imagine a 10 graus. Resultado: hoje não é dia de sair de casa. Ainda bem que alguém tem carro, pois pelo menos a gente almoçou num rodízio de sushi, a 10 euros (por sinal, achei barato, acho que isso só tem em Barcelona mesmo).
Vi de longe o museu de Zoologia e o de Geologia. Cheguei no portão e não estava trancado. Andei um pouco mais e vi que não pagava, então fui entrando. Na verdade, pra entrar nos museus até pagava, mas quando me dei conta, estava no Parc de la Ciutadella.
Achei interessante o fato de que boa parte do verde das plantas se manteve no inverno. Antes de chegar aqui, eu imaginava que TODAS as folhas iam ter caído, e iam sobrar só os galhos. Pelo visto o inverno em Barcelona não é tão forte assim.
Nesse parque fica também o Zoológico de Barcelona, mas eu não entrei nele, pois achei que não valia 16 euros.
Depois de passar um tempo andando pela estrada principal, achei que já tinha visto o suficiente e saí do parque. Horas depois, quando eu cheguei em casa, duas pessoas me perguntaram se eu vi a fonte, que era a melhor parte do parque… Bem, outro dia eu volto lá e vejo.
Passeig Colom
Saindo do parque, fui andar pela marina, onde fica o Museu d’Historia de Catalunya, além de dezenas de iates estacionados. Fui andando pela Ronda del Litoral (cheia de coqueiros de tamanhos variados) sob um sol de 15 graus, o que é quente pra quem anda com duas camisas e um casaco.
Paralela a ronda, está uma avenida principal, a Passeig Colom. No fim dessa avenida, encontramos a estátua de Colombo, que fica em cima de uma torre, e está apontando o dedo indicador para as Américas (achei isso genial quando descobri).
Las Ramblas
As ramblas são o nome dado a uma série de pequenas ruas contínuas. No caso, Las Ramblas de Barcelona ligam o porto da cidade até a Plaça Catalunya, um ponto bem central de Barcelona. Elas possuem uma grande calçada central, onde tem de tudo: restaurantes, lanchonetes, teatros, e algo bem interessante: mímicos e estátuas vivas no meio da rua, praticamente reais. Pra quem visitar Barcelona, é obrigatório passar por lá.
Cansei de andar. Peguei o metrô e fui pra casa.
Barcelona

Ontem à noite, combinei com as meninas de encontrar às 10h na estação Urquinaona, pra de lá seguir para o Museu Picasso. Já considerando o meu atraso de ontem, me deram uma tolerância de meia hora. Se eu não chegasse, elas iam me esperar lá no museu mesmo.
Teria sido muito útil sincronizar os relógios, pois os três chegaram (teoricamente) as 10:30, mas ninguém se encontrou. Quando cheguei no museu e vi o tamanho da fila, fui até o fim numa última esperança de encontrar as duas, mas como não vi ninguém, desisti e fui andar aleatóriamente pela cidade.
Minutos depois, elas chegaram no museu e entraram na fila.
Barcelona

Às 21h, quando todos já pensavam em dormir, eu era a pilha alcalina em pessoa (no fuso de Recife, eram 17h). Por acaso, encontrei Gi (uma amiga minha que também estava em Barcelona) na internet. Ela estava com dois amigos e marcamos todos de sair às 23h.
Peguei o metrô meia hora atrasado e, pra variar, saindo da estação eu me perdi. Foi aí que Déa (a amiga de Gi) me viu de longe e comentou: “eu nem conheço o teu amigo, mas pela cara de perdido, deve ser aquele ali”.
Depois de chegarmos em uns três bares fechando (notamos que quase tudo fecha à meia noite), encontramos um aberto. Mas foi só o tempo de tomar uma garrafa de vinho e já estavam expulsando a gente. Cidade morgada, hein?
Mas o melhor de tudo foi descobrir que o metrô, assim como os bares, fecha à meia noite. Isso a gente soube às 2 da manhã, a uns 15 quarteirões de distância de casa. Foi uma caminhada bem longa de volta.
E se não fosse o mapa que eu peguei de Paulinho (o outro amigo de Gi), eu tinha me perdido pela… oitava vez.
Barcelona
Acordei às 16h. Olhei pela janela e vi que o dia estava muito bom pra sair de casa.
Em seguida, fechei a janela e voltei a dormir.
Barcelona
“Quem viaja não dorme”. Essa foi uma frase que eu escutei de pelo menos 3 pessoas, depois de comentar que vinha para cá. Vamos recapitular:
Dia 30 pela manhã, eu estava em Recife num aniversário.
À tarde, arrumei a mala (afinal, sou brasileiro e deixei pra última hora).
De 30 à noite até 31 ao meio dia, estava no avião (e se alguém consegue dormir no vôo, parabéns).
À tarde, fiquei num estado meio zumbi, tentando me acostumar com o novo fuso horário.
Ou seja, depois de quase dois dias acordado, tava na hora de dormir, certo? Claro que não! Onde já se viu dormir no último dia do ano? Ainda no embalo, o reveillon foi até as 7 da manhã. E foi assim que eu passei quase 48 horas acordado.
Barcelona

Vamos lá:
Pelo menos, nesse percurso já comecei a treinar meu inglês, meu francês, meu “portunhol” e meu “portalão” (e eu que achava que Catalão era quase igual a espanhol…). Tudo isso em 1 hora.
Incrível, já gostei da Europa.
Lisboa

Meus dois primeiros passos ao descer do avião em Lisboa foram firmes. No terceiro, meu pé escorregou, eu caí sentado e saí quicando pelo resto da escada.
Pronto, podem rir.