Paris

Existem várias opções de balsa para navegar o Sena, mas resolvi ir pra a mais fácil: a Vedette de Paris, que custa 10 euros e parte bem próxima à torre Eiffel. Foi daqueles momentos bem turistas, como subir na torre. Orientais com cameras por todo lado, e várias pessoas ansiosas pra conhecer a cidade.
É uma ótima chance de ver a cidade por outro ângulo. Uma coisa legal é que você passa a notar algo em que a gente não costuma prestar atenção: as pontes. Do alto de cada uma delas, outros turistas observavam nossa balsa passando. Tinham duas meninas na fileira da frente que acenavam pra todos que estavam em cima delas. É lógico que os parisienses ignoravam.

Pra cada ponto turístico que a gente passava, tinha um auto-falante explicando em francês, em inglês e depois em espanhol. Era bom porque eu podia confirmar o que eu tinha ouvido na primeira vez. Na verdade, nem fazia tanta diferença já que eu, ao contrário da maioria do povo lá, já sabia decorado o que tem nas margens do rio, como é o caso do Musée d’Orsay, onde eu vim com Gi, na primeira semana.
Fiquei impressionado com o Louvre, tantas vezes visto por dentro, e agora eu via por fora. Acho que eu não tinha noção de que ele era tão grande assim, afinal, lá dentro você se distrai com as obras.
Cada ponte tem uma história, que era contada nos auto-falantes. E pra cada ponte, eu tinha uma história pra contar, das minhas andanças pela cidade.

À medida que a Île-de-la-Cité se aproximava, eu sabia que o passeio já tinha chegado na metade (instinto turístico). Reconheci a Notre-Dame, e tirei quase 10 fotos dela, pois sabia que não ia ter aquele ângulo de novo nem tão cedo.
Ver o Institut du Monde Arab e a universidade de Jussieu me fez lembrar da primeira vez que tentei encontrar Paty. Eu não botava fé nesse passeio (como sempre), mas ele tava me trazendo altas lembranças (na maioria boas) do tempo que eu passei aqui.

Tinha passado das 17h, e o sol já estava se escondendo. O frio, que aumentava a cada minuto, fazia as cadeiras esvaziarem aos poucos, levando todos para o “térreo” da balsa, que era fechado. Mas eu não. Cada minuto desse tinha que ser aproveitado.
O pôr do sol fazia brilhar as esculturas de ouro da Pont Alexandre III. E servia de pano de fundo pra uma das minhas milhares de fotos da torre Eiffel.

Meus olhos ardiam por causa do vento frio. A camera gelava, mesmo escondida dentro do bolso. Mas eu só pensava em tirar fotos dessa torre, na frente da qual eu já dei gargalhadas, já me assustei, já fiquei em silêncio e já chorei de saudade.
É muita emoção simbolizada por um único ponto turístico. E tem sido muita emoção pra uma única pessoa. Eu gostaria de ter podido compartilhar mais vezes.
