Notícias de Lyon

•[ Janeiro 26, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Gi, em Lyon

Foi só falar em Gi que ela resolveu dar notícias. Finalmente ela tomou vergonha na cara e botou mais créditos no celular dela pra poder voltar a mandar mensagem. E o melhor: ela ligou dizendo que talvez venha pra Paris hoje!

Nesse momento, ela tá em Lyon, passou o dia lá com duas amigas do buraco em que ela tá. Só não sei se ela vai conseguir chegar a tempo em Paris. Espero que ela consiga, pois vai ser massa conseguir fazer a tal despedida com todo mundo junto.

Um clone da torre Eiffel, em Lyon     Ponte Bonaparte, sobre o rio Saône     Catedral de Notre-Dame Fourvière

Em Paris, 13 graus

•[ Janeiro 26, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Em Paris, 13 graus

Alessandro não acreditava quando eu dizia que, quando eu andava na rua, o céu abria. Dessa vez ele acreditou. Depois de andar pelas ladeiras de Auteil, eu já tava suando, em pleno inverno. Isso sem correr nem nada.

Auteil é um bairro meio afastado da cidade (não lembro exatamente se fica dentro ou fora), cheio de predios meio modernos, a ver com uma tal de Arte Decó. Essa é mais uma dica pros arquitetos que visitarem Paris, e bem… não era meu caso.

 Prédio em Auteil   Casa em Auteil   Prédio em Auteil   Prédio em Auteil

O plano era seguir o passeio do guia, mas só chegamos na metade. Alessandro então diz:
- Bom… tô com fome. Outro dia tu volta aqui e faz o resto do passeio.
- Até parece que eu volto.
- Acho que eu vou fazer estrogonofe, beleza?
- Por mim ok.
- Pensando bem… VOCÊ vai fazer estrogonofe, tá bom de aprender.
- Er…

Essa foi a desculpa. E lá fui eu em mais uma aventura culinária. Lembro que exagerei em algum dos temperos, e o negócio acabou ficando meio salgado, com um gosto forte danado de curry ou sei lá o quê. Mas no geral, todos sobreviveram de novo.

Parando pra pensar: Gi veio pra a Europa pra fazer um estágio do curso dela; o argentino foi pra Londres trabalhar; eu achava que vinha pra cá aprender francês.

Só que, nesse mês, já lavei prato, fiz compras, fiz carne moída e estrogonofe. Acabei de lavar o banheiro, tirar a roupa da máquina de lavar e estender. E quase nada de falar francês.

Quem vai gostar de saber disso é a minha mãe.

O bosque, mas sem lobo mau

•[ Janeiro 26, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Uma ilha planejada lá no fundo, no Bois de Boulogne

O Bois de Boulogne é um bosque MUITO grande, maior que o Hyde Park e o Central Park juntos. Sendo assim, eu não devo ter visto quase nada dele.

Logo na entrada, tem uma placa (que não dá pra dizer que é de trânsito) que praticamente diz “Começou o bosque, tchau Paris”. Bem bruto mesmo.

Pelo que Alessandro tinha falado, achei que ia ter muito mais gente, mas tinha apenas algumas pessoas perdidas caminhando, correndo, remando ou simplesmente sentadas em bancos. Afinal, existem coisas melhores pra se fazer num dia nublado. Pelo menos para os não-autistas (e não-turistas).

E bem, há controvérsias quanto ao lobo mau. Dizem que qualquer bosque ou parque à noite é altamente perigoso, e os turistas que resolvem se arriscar não voltam nunca mais. É por isso que eu fui de dia.

Tchau, Paris. Um autista remando no rio Um autista na pista de cooper Uma autista num banco

A propósito, vi na foto da esquerda algo que eu já tinha me esquecido: depois de quase um mês de viagem, meu cabelo já ganhou vida. E infelizmente vai continuar assim, pois não tem perigo de eu pagar pra cortar aqui na Europa.

Era bom que os cabelos simplesmente caíssem no inverno, como as árvores, pra diminuir o trabalho que a gente tem com eles.

Saindo de Paris

•[ Janeiro 26, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Boulevard Péripherique, a estrada que circula Paris

Calma, calma, a viagem ainda não acabou. Eu só saí de Paris pra visitar o Bois de Boulogne, um bosque vizinho, que fica logo depois da Boulevard Péripherique.

A Péripherique é uma auto-estrada que circula a cidade, delimitando a fronteira. Achei bem interessante pois, se você estiver de carro, consegue chegar a qualquer um dos extremos sem precisar pegar um trânsito infernal (até porque só de andar de carro em Paris já deve ser um stress danado).

Acho que eu só consegiu achar o caminho porque Alessandro tava junto (pois é, dia de sábado, a senzala libera ele). Não tinha mapa nenhum daquela área, e tudo era muito confuso. Alessandro inclusive se perdia em algum momento. Ainda bem que era cheio de placas.

O mais complicado foi ficar o tempo todo andando andando (como de costume), pois meus pés e pernas ainda tão doendo do patins. Acho que eu exagerei na corrida… e nas quedas.

Patinar, cair, levantar!

•[ Janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Eu e Paty na entrada do ginásio em Bercy

Saí do metrô na estação Place Monge, mas não sabia pra que lado ficava o norte. O pior é que eu sabia que já tinha passado por aquela rua algum dia nas minhas andanças. Depois de uns 5 minutos, consegui me achar, e fui procurar o número “7I” (que era um 71 escrito errado).

Paty estava lanchando com vários amigos da faculdade: umas 20 pessoas, entre libaneses, tunisianos, colombianos, italianos e (é claro) brasileiros. A princípio, fiquei conversando em português mesmo, com Rodrigo (o colombiano) e com os brasileiros que estavam no meu aniversário. O interessante é que Rodrigo entendia tudo que a gente falava, bastava falar devagar. E ele respondia em espanhol, e a gente também entendia tudo.

Fiquei com pena de um dos tunisianos (esqueci o nome), pois ele tava lá do lado com cara de árvore, então comecei a falar francês. Foi muito legal fazer isso, pois eu finalmente tive a chance de conversar de verdade em francês. O pessoal elogiou minha pronúncia, pra o pouco tempo que eu estudava. É massa ouvir isso de quem mora lá.

Enfim, fomos pegar o metrô para Bercy. Alguns foram ficando no meio do caminho, mas ainda foi um grupo considerável até a pista de patinação. Eu era o único ali que não era estudante, então acabei pagando a inteira, de 7 euros. Mas valeu muito a pena.

Já fazia um tempo que eu não me divertia tanto, especialmente fazendo algo tão “de criança”. Enquanto muita gente andava bem devagar, com medo de cair, eu já comecei correndo feito doido. Depois de escapar várias vezes, acabei levando uma queda e ralei minhas mãos no chão.

Alguém me disse que depois da primeira queda, você perde o medo. Resultado? Levantei e comecei a correr de novo. E caí de novo. E de novo. E não tava nem aí. Em duas horas, caí quatro vezes, o que eu achei até razoável.

Depois de alguma prática, andei junto com Paty e com Maysa (uma libanesa), pra ajudar a perderem o medo também. Consegui evitar altas quedas, mas teve uma hora que eu acabei derrubando Maysa e quase caio por cima dela. Ela continuou com medo de cair de novo. Vai ver a regra não vale pra todo mundo.

O ginásio de Bercy     Patinar, cair, levantar     Todos com os pés doäos depois de 2 horas de patinação

Gostei muito do pessoal e da animação deles. Combinei com Paty de irmos todos pra algum lugar amanhã. É uma pena que eu só conheci todo mundo tão perto do fim da viagem.

Adeus, Louvre

•[ Janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Foto tirada de dentro do Louvre

Depois de muito enrolar na praça, entrei no Louvre. Não sei bem por quê. Acho que foi o hábito. Talvez o fato de poder entrar de graça e estar na Europa, e ficar com a sensação de estar desperdiçando a chance caso eu não visitasse mais uma vez.

A verdade é que eu não aguentava mais o Louvre. Ao contrário do que Alessandro tinha sugerido, eu tinha visto tudo de uma vez na semana passada, em vez de deixar algo pra hoje. O resultado é que não tinha mais nada que eu quisesse ver.

Mas já que eu já tava lá dentro, o jeito era tentar aproveitar. Lembrei da parte que eu mais tinha gostado (as grandes pinturas) e pensei em ver todos quadros dessa parte com calma. Quando cheguei lá, a idéia já não pareceu tão boa, pois o sono me venceu. É triste, eu sei, mas eu não queria estar no Louvre.

Fui pra a estação. Peguei o metrô. Desci do metrô pra trocar de linha. Meu celular tocou: era Paty. “Tás afim de patinar no gelo agora?”.

O sono passou na mesma hora.

Mano, seu idiota!

•[ Janeiro 25, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Pirâmide invertida do Louvre, ainda no fim da tarde

Pra falar a verdade, minha volta pro Louvre não foi tão calma como pode ter parecido no post anterior. Eu tinha acabado de perceber que a pirâmide invertida não fica na parte paga do museu. Isso quer dizer que eu não preciso pagar pra poder vê-la de dia. Mano, seu idiota!

O problema é que, quando eu percebi isso, eu tava bem longe (mais especificamente no teto das galerias). E já eram 17h, então ia escurecer em breve. Saí correndo pela cidade feito doido, pra ver se dava tempo.

Dessa vez entrei por uma entrada lateral, do lado do Arco do Carrousel. Por sinal, eu meio que descobri na hora essa entrada. Enfim, consegui chegar lá e tirar a bendita foto. Talvez tivesse sido melhor de meio dia (hora em que eu tava por perto), mas deu pra satisfazer minha necessidade fotográfica.

Andando ao redor da pirâmide invertida, descobri uma ala com o nome “Restaurants”, mas que na verdade era uma praça de alimentação cheia de lanchonetes. Lá tem comida pra todos os gostos: italiana, árabe, americana, francesa, etc. Depois de muito andar, acabei escolhendo um hamburger na loja americana.

Foi nessa hora que eu entendi por que todo mundo acabava me respondendo em inglês, mesmo quando eu falava com eles em francês. Percebi que, instintivamente, eu sempre respondo “OK” em dizer algo em francês. E só precisei de 2 semanas pra notar isso.

O que me deixou mais indignado é que, se eu tivesse procurado um pouco mais, eu poderia ter jantado aqui nas outras vezes que vim no Louvre, em vez de ficar com fome. Mano, seu idiota!

O passeio de todo turista em Paris

•[ Janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Pont Alexandre III

Se você tivesse apenas uma tarde de sol em Paris, pra visitar alguns pontos famosos sem pegar o metrô, o que você faria? Segue abaixo a minha sugestão.

Saindo da Champs-Elysées, passei pelos palácios: o Grand e o Petit Palais. Acho que ia ter algum concerto ou ópera famosa no Grand Palais, pois tinha uma fila gigante na frente dele. Cruzei a ponte Alexandre III, onde vi um casal londrino tirando foto, e pedi pra tirarem uma minha. Casais londrinos sempre são gente fina.

Petit Palais     A fila gigante em frente ao Grand Palais     O Petit Palais por trás da Pont Alexandre III

Do outro lado da ponte, fica a Place de la Concorde (que eu já mostrei aqui) e seguindo em direção ao Louvre, fica o Jardin des Tuileries. Esse eu também já mostrei, mas um dia de sol faz muita diferença: dezenas de pessoas andavam pelo parque, ou pegavam uma cadeira e ficavam sentadas à beira de uma fonte para relaxar.

Várias delas seguiam para o museu, passando pelo Arco do Triunfo do Carrousel. Esse também era meu destino, mas só mais tarde, depois das 18h.

Jardin des Tuileries     Jardin des Tuileries     Arc du Triomphe du Carrousel

Fui para a esquerda, em direção ao Palais Royal (que, até ontem, eu achava que era o próprio Louvre). Em seus jardins, encontramos obras bem incomuns, vale a pena entrar lá pra ver.

Obra de arte no Palais Royal     Fonte no jardim do Palais Royal     Colunas no Palais Royal

Fiz um pequeno desvio e cheguei na Place Vendôme: uma praça rodeada de lojas e hotéis famosos (no nível da Montaigne) e com uma coluna gigante no meio, erguida para comemorar uma vitória de Napoleão. Não dava pra ver muita coisa pois boa parte da praça estava em reforma.

Coluna da Place Vendôme     Place Vendôme     Ópera Garnier

Continuando através dela, cheguei na Ópera de Paris, e dando a volta, entrei nas Galerias Lafayette. Seguindo a dica de Alessandro, subi até o último andar, onde fica o domo da galeria.

Achei que parava por aí, mas ainda é possível continuar subindo até o teto do edifício, de onde se tem uma vista muito boa da cidade. Dava pra ver de longe (mas não tão longe), a Sacre-Coeur. Quando saí, voltei para o Louvre.

Domo do edifÃcio das Galerias Lafayette     Paris, vista do topo das Galerias Lafayette     Museu do Louvre, no fim da tarde

Pronto, acabou o passeio. Fiz todo esse percurso em duas horas.

Avenida Champs-Elysées

•[ Janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Arco do Triunfo, no fim da Champs-Elysées

Há duas semanas, andei com Alessandro pela avenida Champs-Elysées, uma das mais famosas de Paris. Na época, era o início das promoções na cidade, e a avenida tava entupida de gente. Agora que a euforia das compras já passou, ela fica bem mais calma, mas ainda assim cheia de gente. O detalhe é que, um mês depois, a rua ainda mantém sua decoração de natal.

Peguei um atalho pela rua Fauboug St-Honoré, uma rua com vários prédios do governo, mais ou menos como a Whitehall, em Londres. O problema dessa rua era a enorme quantidade de guardas. Tirei poucas fotos, pois a cada uma que eu tirava, eu ficava com medo de um deles virem me prender. É uma segurança enorme ao redor dos edifícios, ruas bloqueadas e coisas do tipo. Mas dá pra entender por quê.

Prédio do governo na Faubourg St-Honoré     Champs-Elysées, ainda com a decoração de Natal     Calçada da Champs-Elysées

Desde que eu saí de Recife, minha irmã, que trabalha com moda, fica me pedindo pra tirar fotos roupas que o pessoal que se usam aqui. Tem algo a ver com o fato de que o que é moda agora na Europa vai virar moda no Brasil eventalmente.

Então, pra cumprir o pedido dela, entrei na Av. Montaigne, uma rua só de lojas de grifes famosas, mais ainda que na Champs-Elysées. Acho que minha irmã, assim como boa parte da ala feminina de Recife, ia ficar doida passando por essa rua. Tem lojas da Gucci, Prada, Armani, entre outras marcas que devem ser famosas, mas que eu não conheço.

O divertido era conseguir tirar as fotos discretamente. Eu não sabia se era proibido, se os seguranças iam reclamar, ou coisa do tipo, então tinha que ser tudo na maior entoca possível. Só pelo carros estacionados na rua, já dá pra imaginar a clientela que compra na rua.

Loja da Gucci, na esquina da Champs-Elysées com a Montaigne   Vitrine da loja da Armani   Vitrine da loja da Prada   Carros estacionados na Av. Montaigne

A propósito, tirei umas 50 fotos. Vou ter que deixar pra mostrar pra minha irmã só quando voltar mesmo.

Quando atravessei a Champs-Elysées de volta, consegui aproveitar o sinal fechado pra tirar uma foto do Arco do Triunfo lá longe. Por sinal, que trânsito! Por um momento, cheguei a lembrar de Recife.

Mas essa lembrança foi embora quando entrei num restaurante chamado La Durée. Nela são vendidos vários tipos de doces, chocolates, enfim… eu ali era como minha irmã seria na Av. Montaigne. Mas me contentei em comprar alguns “macarons”, uma espécie de biscoito muito gostoso, disponível em vários sabores (que eles chamavam de perfumes). Quando vim com Alessandro, a fila tava muito grande e a gente desistiu de comprar.

Como já eram 15h, sentei num banco em frente a Champs-Elysées, e os macarons foram meu almoço mesmo. Eu achava que Alessandro ia ficar me chamando de pirangueiro (como de costume) o resto da semana por causa disso, só que eu guardei uns macarons pra ele, e ele não tirou onda dessa vez. Nada como um bom suborno.

O trânsito na Champs-Elysées     La Durée     Champs-Elysées, vista de um dos bancos da calçada

Igreja de St. Agustin

•[ Janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Église de St. Agustin e a estátua de Jeanne D’Arc

Eu sei… eu tinha dito que não entrava mais em igreja, mas essa aí tava no caminho. A St Agustin foi projetada pelo mesmo arquiteto do Les Halles, e boa parte de sua estrutura é de metal.

E em frente à igreja, no meio da praça, há uma estátua de Jeanne D’Arc, montada no seu cavalo. É legal ver que, em Paris, todos os heróis e santos tem o seu lugar de homenagem.

Église de St. Agustin     Église de St. Agustin     Église de St. Agustin