Jardin des Plantes (mas que plantas?)

•[ Janeiro 22, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Jardin de Plantes

O nome do lugar é “Jardim das Plantas”, devido à grande variedade de plantas, flores, e outras coisas verdes que existem por lá. Mas quando eu cheguei lá, cadê as plantas?

O jardim não chega a ser do tamanho de Luxembourg, mas o formato das árvores é algo bem interessante, se não fosse o detalhe de estarem todas sem folhas. Algo me diz que Alessandro não sai de casa no inverno. Ele vive dizendo que eu tenho que visitar os jardins e praças, porque são muito bonitas e tal, mas quando eu chego nos lugares, só vejo a natureza morta.

Corredor lateral de árvores no Jardin de Plantes     Área central do Jardin de Plantes     Uma árvore bizarra, no Jardin de Plantes

Andando um pouco mais, eu confirmei que cheguei alguns meses adiantado nesse lugar: áreas enormes só com as mudas das plantas (ou as vezes nem isso). Ao lado de cada uma delas, uma plaquinha indicando o nome científico do que foi plantado ali. Parecia um projeto de feira de ciências.

Se alguém estiver em Paris na primavera, por favor, passe lá e tire umas fotos por mim.

Plantação de mudas e sementes     Plantação de mudas e sementes     Plantação de mudas e sementes

Alguns fatos curiosos surgiram nesse fim de manhã: primeiro, logo no portão parecia estar havendo uma manifestação, com várias pessoas carregando bandeiras. Pela cara de descontração do pessoal, não achei que fosse um protesto… tava mais com cara de passeata de partido político.

Outra coisa eram vários grupos, com cerca de 10 homens de meia idade cada, reunidos e cheios de malas. Também não entendi o que era mas, se fosse no Brasil, eu diria que era competição de futebol.

Terceiro ponto curioso é que tem uma parte do jardim que se chama “O Labirinto”. Eu até comecei a andar por dentro dele, mas depois eu fiquei com medo de me perder de verdade nele (coisa muito comum) e levar horas pra conseguir sair. Então fiz o resto do caminho por fora mesmo, e fui direto pra a saída.

Manifestação (provavelmente poltica)     Grupos reunidos, só não sei para que     A entrada do Labirinto

A estação que não estava lá

•[ Janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Hôtel de Ville (prédio da prefeitura de Paris)

Como todo fim de jornada, abri o mapa pra descobrir qual a estação mais rápida pra voltar pra casa. Com pouco esforço, vi que era só atravessar a ponte e pegar a estação St Paul, que fica na rua Rivoli. Ela passa na minha familiar linha 1, e dela eu sei chegar em qualquer lugar.

O problema foi que, chegando onde a estação deveria estar, ela simplesmente não estava. Eu sei que o metrô é subterrâneo, mas pelo menos uma pontinha da estação precisa aparecer na superfície, mas nem sinal. Andei 2 ruas nas quatro direções, em busca da estação, e nada.

Pensei em perguntar a alguém de uma das lojas na Rivoli, mas eu sinceramente tava me sentindo muito burro pra não achar uma estação. Não é possível. A estação simplesmente não existe.

Depois de 20 minutos de insistência, e de me certificar de que ela realmente não existia, resolvi ir andando até o Hôtel de Ville (o prédio da prefeitura), onde ficava a estação seguinte da linha 1. Por pouco, eu também não achei. Mas se vocês olharem no meio da foto, verão um “M” amarelo brilhando.

Ufa. Consegui voltar pra casa. Mas juro que fiquei intrigado pelo fato da estação simplesmente não existir.

Île de St Louis: Você não foi??

•[ Janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Pont de Sully e o Institut do Monde Arab, vista da Ile de St Louis

- E aí, fosse na Île de la Cité?
- Fui sim, subi na Notre Dame e tudo.
- E na Île de St Louis?
- Hum… fui não.
- Ué, por que não??
- Sei lá, não tinha no guia…
- Tem que ir po!

Isso foi parte da conversa com Alessandro, enquanto ele aumentava minha lista de coisas pra ver, logo que voltei de Londres. Hoje, como eu já tava bem perto da Notre Dame, resolvi conhecer essa ilha menor, que é logo do lado.

É engraçado o fato da ilha ter apenas 3 ruas (ou uma rua e 2 cais). Com pouco tempo você passa por tudo, mas é interessante ver o como ela parece uma mini-cidade. Tem uma escola, uma igreja (a St-Louis-en-Île, o mesmo nome da rua central), uma padaria, um de tudo.

A Notre Dame no fim da tarde     Altar da igreja St Louis en Île     O rio Sena, visto de um dos lados da Ile de St Louis

Na tal padaria, comprei um “pain au chocolat” (pra comer mais tarde), uma das comidas típicas francesas, afinal, eu tinha que comer algo típico. Passei pela igreja exatamente as 18h, então ouvi o sino tocando e dezenas de crianças saindo da escola vizinha.

Depois de tanto tempo de férias, eu tinha esquecido o que era depender do relógio. Essa história de acordar na mesma hora todo dia pra ir trabalhar, e sair correndo pra casa quando termina o expediente. Vou ter que me reacostumar a isso quando terminar minha viagem.

Quartier Latin

•[ Janeiro 21, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Panthéon de Paris

Fome: uma força que move o ser humano. Já pensando em onde eu iria comer, escolhi como próximo destino o Quartier Latin. Foi lá que eu encontrei Paty pela primeira vez, e foi lá que eu vi um monte de lachonetes low-cost para estudantes lisos. Então era lá que eu ia comer, quando a fome apertasse.

No entanto ainda era cedo, dava pra andar muito pelo bairro. Esse nome, Latin, é uma referência àquela nossa querida língua morta, o latim mesmo, que basicamente só é relembrada pelos estudiosos. E são justamente estes estudantes que estão espalhados pelo bairro, já que esta é a área das universidades. Creio que as mais famosas sejam o Collège de France e a Sorbonne.

Collège de France     La Sorbonne     Place de la Sorbonne

Cheguei de frente pro Pantheon, mas não entrei nele, e não me lembro por quê. Mas olhando pra a foto agora, deu vontade, também não sei por quê. Vontades misteriosas de um turista que muda de idéia a cada minuto.

Ao lado do Pantheon, fica a igreja Saint Étienne du Mont, que contém os restos de St Geneviève (é, a padroeira de Paris que eu vi em Luxembourg). Também não entrei lá, mas agora já lembrei o motivo: a fome bateu.

Segui até onde eu sabia que tinha lugar pra comer. O interessante foi ver que eu estava muito de cara pra a Catedral de Notre Dame, só que do outro lado da ponte. E dava pra ver melhor do que se eu tivesse mais perto. Eu acho massa quando eu reconheço um ponto turístico sem precisar olhar no mapa, pois eu me sinto cada vez mais em casa em Paris.

Place des Grands Hommes, com o Panthéon ao fundo     Église de Saint-Etienne-du-Mont     A Notre Dame, vista do outro lado do Sena

Enquanto pesquisava preços, parei de frente pra uma creperia (lembrei de uma sugestão de Alessandro). Do lado de fora, três clientes conversavam, e um deles levantou pra me dar boa tarde. Achei estranho, pois ele foi simpático demais pra ser parisiense.

Depois de alguns minutos olhando pro menu na porta, percebi que ele era o dono da creperia, e tinha sentado com os clientes pra conversar. Aí fez mais sentido. Mas ainda assim, foi algo sociável demais pra um parisiense.

Por 7 euros, comi um crepe salgado e um doce. O salgado era algo com ovo (meio exótico, mas ainda assim bom). O doce foi um crepe de Nutella. Isso mesmo, Nutella. Putz, que negócio gostoso. Ganhei meu dia.

Bulu Bulu Hakuna Matata

•[ Janeiro 21, 2008 ] • 2 Comentários

França Paris
O carrossel de Amélie Poulin, em Montmartre

Pra não dizer que não encontrei nada de Amélie Poulin, encontrei o carrossel. Também, se eu não tivesse visto esse, eu era cego.

Quando eu tava quase saindo da praça pra ir embora, um senegalês me parou pra falar alguma coisa. Como era o começo do dia, eu dei uma chance pro cara. Acho que ele se apresentou como uma espécie de artista, mas tava mais pra pega-turista mesmo.

Primeiro ele pediu pra eu estender o dedo (sem compromisso) pra ele poder usar como apoio pra dar um monte de nó numas cordinhas coloridas. Eu disse que não queria, mas ele “calma, é sem compromisso”. Então eu deixei.

Enquanto ele dava os nós, ele repetia coisas em senegalês, inclusive uma que eu decorei: “Bulu bulu hakuna matata” (impossível nao decorar). Nas primeiras vezes foi engraçado, mas depois já ficou irritante.

Quando ele terminou de fazer o nó, pediu meu pulso. Mais um pouco e acho que ele pedia meu braço inteiro. Quando vi o que ele pretendia (amarrar a “obra” dele no meu braço), eu tirei e disse que não queria. O “sem compromisso” mudou pra “espere, não vai ser caro!”.

Eu disse que não e saí de perto. Ele provavelmente ficou puto comigo, pois acho que me xingou em senegalês. Mas pelo menos ficamos quites, pois eu também fiquei puto com ele.

Eu mereço mesmo. Tenho que parar de dar bandeira de turista.

Quase no topo de Paris

•[ Janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Baslica do Sacre-Coeur

Essa é a Sacre-Coeur. Uma basílica muito bonita que, sozinha, vale a ida a Montmartre. Ainda bem, porque se fosse depender do resto… Bom, não pode tirar foto lá dentro, então só indo mesmo pra ver. Não tem como se arrepender.

A basílica possui o segundo ponto mais alto de Paris. O primeiro continua sendo a torre Eiffel.

Seguindo a dica do guia, fui visitar as criptas. Mas quando vi que eram 5 euros, parei na porta e fiquei na dúvida se valia a pena. Enquanto eu mandava mensagem pra Alessandro, pra perguntar, ouvi a conversa de dois brasileiros:

- Ih, não vamo entrar não.
- Ué, por que não?
- 5 euros? É só uma cripta po!

Que bom que eu não era o único pirangueiro por ali. Eles desistiram, e eu desisti também. Voltei pra a outra parte boa de Montmartre: a vista de Paris. É legal ver essa cidade enorme quase caber numa única foto. Um fato curioso: Paris só tem metade da área do Recife.

Baslica do Sacre-Coeur     Vista de Paris, do topo de Montmartre     Escadaria em frente à Sacre-Coeur

Por causa da altura, ventava muito, e fazia um frio danado. Sentei num dos bancos pra ver qual seria minha próxima visita de hoje. Foi aí que ouvi as vozes dos dois brasileiros no banco do lado, falando sobre coisas aleatórias da época do colégio.

De certa forma, foi legal ouvir uma conversa em português. Pensei em puxar assunto, pois andar sozinho já tava começando a cansar de novo. Mas fiquei tão entretido com o meu mapa que, quando percebi, eles tinham ido embora.

Então voltei a minha viagem solitária.

O misterioso destino de Amélie Poulin

•[ Janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Escadarias e ladeiras de Montmartre

Segunda-feira, uma nova semana começou. Fui à Montmartre, em busca de Amélie Poulin. Pra quem não sabe quem é Amélie Poulin, eu me nego a explicar. Vá na locadora, aluge o filme e descubra.

A verdade é que, por mais que eu tentasse encontrar os locais do filme, a única coisa que encontrei foram escadas e ladeiras. Essa área da cidade é construída sobre um morro, e praticamente não tem uma rua horizontal.

Foi como voltar pra Olinda, só que sem o sol e sem o carnaval. Se bem que, depois de subir e descer ladeira por mais de uma hora, eu já tinha começado a suar. Mandei uma mensagem pra Alessandro dizendo que agora entendia porque ele não gostava de Montmartre.

Ladeiras de Montmartre     Escadarias de Montmartre     Escadarias de Montmartre

Antes de começar a subir ladeira, eu tirei uma foto do Moulin Rouge, mas ela simplesmente sumiu. Vai ver eu apaguei sem querer. Não sabe o que é o Moulin Rouge? Então aproveite que vai na locadora e alugue esse filme também.

Notícias do além (no caso, do interior)

•[ Janeiro 20, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Gi, no alto de uma montanha em Clermont-Ferrand

Há uma semana, Gi foi embora de Paris pra fazer o estágio dela numa cidade chamada Clermont-Ferrand, que eu já sabia que tinha fama de ser interior brabo (pelo menos, um interior francês).

Ela costuma se meter em roubadas de vez em quando (e não tem sido diferente aqui na Europa). Hoje, peguei o celular pra rever algumas mensagens sobre o desespero dela, o que sempre me faz rir.

[Dom, 13]
“Putz, tô com a impressão de que eu me enfiei num buraco.”
[Seg, 14]
“A sensação só faz aumentar…”

Ela chegou a subir numa montanha pra morrer de frio (a da foto aí em cima, que eu peguei do orkut dela), e até mensagem em francês ela mandou. Depois disso, desliguei o celular em Londres, e só liguei quando voltei na quinta-feira.

[Qui, 17]
“Agora já tô melhor. O estágio é legal, mas em casa eu tô congelando, tá sem aquecedor. Pelo menos, até agora eu só gastei 5 euros a semana toda.”
[Sex, 18]
“Ontem a gente foi pra uma cidade vizinha, mas começou a nevar no meio da estrada. A volta foi punk.”
[Sab, 19]
“Que saudade de vocês e de Paris! Manda mensagem mesmo porque internet aqui é difícil…”
[Dom, 20]
“Aqui é interior e você tem que se preparar e comprar a comida no sábado a noite, senão passa fome no domingo. Não tem NADA aberto nessa cidade. E ainda por cima vi uma ópera horrorosa hoje.”

Ainda bem que o objetivo dessa parte da viagem dela é o estágio, e não fazer turismo pela cidade. Quem ler esse post pode achar que ela é o mal humor em pessoa, mas não é verdade. Eu é que selecionei as mensagens de propósito pra deixar ela com raiva.

Por sinal, ela deve ter uma paciência enorme pra aguentar a quantidade de leseira que eu mando nas mensagens (eu devo mandar uma por hora). É isso que dá ficar andando sozinho pela Europa.

Gi, valeu pela companhia mais uma vez! Mesmo que agora seja via texto.

Um dia de nerd, pois ninguém é de ferro

•[ Janeiro 20, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Parte do álbum do orkut, finalmente atualizado

Como todo domingo que se preze, acordei tarde. Mesmo pagando tudo em euro e tendo que aproveitar cada hora livre, eu mereço um descanso. Nem que seja pra não ficar doente de novo. Em dias como esse, não tem coisa melhor do que lasanha de microondas.

Pelo visto, hoje é dia dar notícias pra a nave mãe. Depois de muita insistência de pelo menos umas 10 pessoas, resolvi escolher algumas fotos da viagem até agora pra mostrar pro povo do Brasil. Tem um monte de janela pulando aqui no msn, perguntando o que eu fiz, pra onde eu vou, se eu tirei foto com a Monalisa, e coisas do tipo.

Até então, eu meio que ignorei os pedidos, mas agora resolvi dar uma colher de chá. O orkut foi atualizado, mandei algumas fotos por email, minha mãe aprendeu a usar o msn só pra falar comigo, contei mil vezes a mesma coisa pra várias pessoas… A idéia de criar o blog me parece ainda melhor agora, só pelo fato de não ter que ficar repetindo tudo de novo.

E olhe que ainda falta um terço da viagem.

Aprenda química na França: Aula 02

•[ Janeiro 20, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
A torre brilhando à noite, e os carros passando voando pela praça

Formula de hoje: Absolut + Sagatiba = Perda de memória

Eram 2 da manhã. Dois minutos depois, eram 3 da manhã.

Como foi isso?