Saint Sulpice

•[ Janeiro 18, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Entrada da Igreja St Sulpice

Após atravessar o jardim, passei pela porta do Senado, mas com a quantidade de guardas que tinha na frente e de placas que diziam “défense d’afficher”, eu fiquei com medo de tirar foto e a polícia correr pra cima de mim.

Então segui direto pra a praça de St Sulpice, embora quando cheguei lá não vi a praça, pois ela está em reforma. Mas ainda tinha a Igreja de St Sulpice, a segunda maior de Paris (só perdendo para a Notre Dame). Ela foi construída sobre uma igreja bem menor que havia antes.

Essa igreja é mais um dos locais franceses citados no Código Da Vinci, quando fala da Linha Rosa. Como eu só descobri isso depois que saí de lá, não tirei nenhuma foto dessa parte.

Dizem que a arquitetura da igreja é perfeitamente harmônica… se você ignorar as duas torres da frente, que nem são iguais entre si. Na verdade, eu nem pude ver a torre norte (a da esquerda), pois ela também estava toda coberta para reforma.

Na obra, há placas explicando o motivo da reforma, assim como todo o trabalho de restauração que vem sendo feito na igreja e nas obras que estão dentro dela. É impressionante como o tempo pode destruir as coisas. Também é incrível a capacidade do homem de recuperar o que foi perdido.

Fachada da Igreja St Sulpice, em reforma  Interior da Igreja St Sulpice  Altar da Igreja St Sulpice  Interior da Igreja St Sulpice

Jardin du Luxembourg

•[ Janeiro 18, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Palais du Luxembourg

Depois de uma hora ou mais perdido, consegui chegar onde eu queria: o Jardin du Luxembourg, o maior parque da cidade, com mais de 200 mil m².

Pouco antes da entrada fica o Jardin Marco Polo, com uma fonte de cavalos marinhos esculpidos em bronze por Carpeaux. A Fontaine de l’Observatoire, como era de se esperar, estava desligada, mas pelo menos nem todo o verde do jardim tinha ido embora com o inverno.

Fontaine de l’Observatoire     Fontaine de l’Observatoire, pelo ângulo oposto     Jardin Marco Polo

É preciso caminhar um pouco até chegar no palácio. Ao redor dele, há inúmeros jardins: pontos altamente turísticos, mas que devem ser mais interessantes em outras estações. Só pelo começo, já deu pra notar que eu ia encontrar muitas estátuas de bronze pelo caminho.

O Palais du Luxembourg, que já foi residência real, prisão e até um quartel-general alemão, hoje em dia é a sede do Senado francês. Em frente ao palácio, fica o Grand Bassin, uma espécie de lago artificial, onde as pessoas costumam ir para relaxar. Pena que, com essa chuva, as cadeiras ao redor dele estejam todas vazias.

Jardin du Luxembourg     Palais du Luxembourg e o Grand Bassin     Grand Bassin, com as estátuas ao redor

Em torno da praça principal, há várias esculturas de santos, sendo uma delas a de St Genevieve, a padroeira de Paris, que rezou para que a cidade fosse salva dos ataques no ano 451 e, aparentemente, deu certo.

Por ali, existem algumas partes cobertas, onde vi várias pessoas descansando, então sentei pra ler no Guia de Paris sobre isso que eu estou escrevendo. Pois é, Alessandro me convenceu que a viagem fica mais interessante quando você sabe o que exatamente está visitando.

Ele disse inclusive que ia fazer perguntas sobre o que eu visitei, pra ver se eu realmente prestei atenção. Isso sim é pressão.

Estátua da St Genevieve, padroeira de Paris     Entrada lateral do jardim, pela rue de Medicis     Vista lateral do Palais de Luxembourg

No caminho de saída, passei por dois lugares que Alessandro falava sempre. O primeiro foi a Fontaine des Medicis, uma fonte projetada não se sabe exatamente por quem, mas foi a pedido da rainha Marie de Médicis.

O outro era o museu com a exposição do pintor italiano Arcimboldo, que mostra retratos de pessoas feitas com frutas e verduras. É, é algo bem bizarro. Por isso que ele ainda não conseguiu me convencer a ir lá.

Monumento a Eugène Delacroix, famoso pintor francês     Fointaine des Medicis     Museu du Luxembourg, com a exposição de Arcimboldo

Como eu saio daqui?

•[ Janeiro 18, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Lion de Belfort, que simboliza a resistência do coronel Denfert-Rochereau

Após um pouco de treino, é muito fácil se achar na Europa. Com um mapa na mão, observando as várias placas espalhadas, não demora muito pra alguém descobrir onde está. No entanto, tem uma questão que vez por outra me atormenta: pra que lado eu vou?

Num cruzamento de duas ruas, não é trivial descobrir pra que lado fica o norte (ainda mais num dia sem sol). Agora imagine o mesmo pra um cruzamento de QUATRO ruas, que é o caso da praças grandes como a Denfert-Rochereau.

Tentando ir em direção a Luxembourg, acabei andando 1km ladeira abaixo na direção oposta até me dar conta. E sempre que eu abria o mapa, vinha a chuva quase desintegrando o papel (e não tinha lugar pra eu me abrigar).

Mandei uma mensagem pra Gi perguntando onde eu encontrava outro mapa daquele, (afinal, eu peguei esse dela), pois ele não ia durar muito nesse tempo chuvoso. Ela respondeu que pegou na Gare du Nord, por onde eu passei ontem. E disse também que eu era turista muito fuleiro por não saber isso. Eu mereço mesmo.

Montparnasse, um bairro sem graça

•[ Janeiro 18, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Torre Montparnasse, vista da saäa da estação de metrô

Amanheceu, e continua chovendo de vez em quando. Algo me diz que eu não vou gostar muito de Paris nos próximos dias. Mas como eu não posso ficar em casa esperando o tempo melhorar, comecei minha saga pelo bairro de Montparnasse.

O nome do bairro é uma referência ao monte Parnasse, a residência das musas da mitologia grega, devido à grande quantidade de artistas que o frequentavam no século 19. Só pra ficar claro, eu odiei minha visita a essa parte de Paris. Não sei se foi por causa da chuva, ou porque eu simplesmente achei o bairro altamente sem graça, considerando tudo que eu vi até agora.

Passei por uma estátua bem feia e bizarra feita por Rodin. Eu sei que arte é algo subjetivo, mas eu não imagino ninguém olhando pra ela e dizendo que gostou.

Na verdade, o ponto alto desse bairo é a Torre Montparnasse. E é alto mesmo. A torre tem 210 metros e é o maior arranha-céu da França. Como segunda construção mais alta de Paris, só perde pra a torre Eiffel. Há quem diga que, do topo da torre, tem-se a melhor vista da cidade, justamente porque se vê tudo, menos a torre.

Resumindo, esse bairro é feio pra caramba.

Estátua de Balzac, feita por Rodin     Torre Montparnasse     Torre Montparnasse

Cemitério de Montparnasse

Pra não perder a viagem (já que eu tinha perdido a vontade de andar por lá), fui visitar o Cimetière du Montparnasse. Lá estão sepultadas pessoas famosas como Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir, um casal de filósofos existencialistas.

Como foi minha primeira visita a um cemitério na Europa, achei interessante a forma como as lápides são tratadas. Muitas delas são obras de arte, às vezes até fazendo referência à pessoa sepultada, como o caso de uma escultura sobre o túmulo do escultor Baltasar Lobo.

Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir     Baltasar Lobo     Túmulo de um casal japonês, rodeado de bonsais     Estátua sobre uma lápide

Ao visitar um cemitério como turista, tento evitar ao máximo pensar no que ele realmente é, ou representa. Não me agrada muito a idéia de lembrar que tanta gente assim já abandonou essa vida e provavelmente faz falta até hoje pra os que ficaram. Há algumas estátuas em lápides que passam exatamente essa sensação.

Tenho sorte de ainda não ter tido ninguém muito próximo nessas condições. Mas quando um dia isso acontecer (afinal, é inevitável), não sei se vai ser tão fácil assim não pensar em todos que estão sob a terra.

E esse clima chuvoso só deixa tudo mais triste.

Vários túmulos no cemitério Montparnasse     Uma das ruas quase vazias do cemitério     Génie du Sommeil Eternel - o Anjo do Sono Eterno

Roteiro de Paris, revisado e ampliado

•[ Janeiro 17, 2008 ] • 3 Comentários

França Paris
O que ainda falta pra ver, segundo Alessandro

Depois dessa experiência em Londres, acho que estou menos medroso pra fazer essas viagens a lugares desconhecidos. Se eu tivesse pensado com mais antecedência, provavelmente iria pra Berlin na semana que vem, pois tenho muita curiosidade de conhecer a Alemanha.

Mas como não vou, tenho duas semanas pra conhecer Paris de cabo a rabo. Eu só não sabia o que fazer com todo esse tempo livre, afinal a cidade não é tão grande assim. Segundo minha irmã, vou aprender com os passarinhos até a piar em francês.

Fiz uma lista de 8 coisas que eu queria ver, entre bairros históricos, castelos, museus, etc. Depois que eu terminasse isso, eu inventaria algo mais. Então caí na besteira de falar pra Alessandro que não tinha mais quase nada pra ver. Ele virou pra mim e perguntou:

“Já fosse na Place Vendome? E no Musée Carnavalet? Viu o Pantheon? Visitou o Jardin des Plantes e o do Luxembourg? E a torre de Montparnasse?”

Ouvindo essa metralhadora de perguntas, corri pro meu caderno e comecei a anotar tudo que ele dizia. Ele abriu um arquivo que tem no computador com muito mais coisas que eu devo visitar. Anotei os lugares que eu devo entrar e os que eu só devo passar na frente. Anotei tudo. Minha lista de oito itens agora aumentou pra 42.

E, sinceramente, acho que não vai dar mais tempo de ver nem metade.

Agora sim, um cidadão parisiense!

•[ Janeiro 17, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Av Georges Mandel, próxima a casa de Alessandro

Como Alessandro previa, Paris finalmente esfriou… minha sorte não podia durar eternamente. Inclusive, hoje choveu. Odeio chuva, em qualquer estação.

A tarde e a noite foram de tarefas domésticas, coisas que são feitas por qualquer cidadão parisiense que mora só: lavar pratos, estender roupa, fazer compras no mercado, limpar o cocô do cachorro, etc.

Peraí… cachorro? Mas aqui em casa não tem nenhum cachorro!

E nem precisa ter. Basta você andar pelas ruas de Paris sem olhar para o chão que você faltalmente vai pisar em cocô de cachorro. Alessandro disse que é um costume comum dos parisienses levarem o cachorro pra passear, deixar ele fazer o serviço onde quiser e simplesmente deixar lá, esperando o sapato de outra pessoa recolher a sujeira.

Mais cedo ou mais tarde, todo habitante de Paris acaba pisando no presente deixado por algum canino. O detalhe é que só me avisaram isso depois de eu ter saído correndo na chuva sem olhar pro chão. Agora já posso me considerar oficialmente um cidadão parisiense.

Passei mais de uma hora pra conseguir me livrar do problema, que já era questão de honra, pois esse era meu único tênis que dava pra passar o dia todo andando. Mas consegui.

Eu já não gostava muito dos parisienses, talvez pelo que me falavam antes de eu chegar. Agora eu tenho raiva de um em especial: o dono do tal cachorro. Seja lá quem for.

De volta… aos celulares!

•[ Janeiro 17, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Gare du Nord

Passar algum tempo totalmente sozinho tem lá suas vantagens, mas já foi tempo demais. Foram 3 dias, mas pareceu uma eternidade. Eu tava doido pra encontrar de novo meus amigos brasileiros em Paris.

Enquanto estava em território londrino, continuei sem conseguir mandar a mensagem no meu celular brasileiro. Detalhe é que, se eu tivesse vindo com meu amigo (como no plano original), esse ia ser nosso meio de comunicação. Ia ser uma beleza.

Falando em mensagem, ontem à noite chegou uma mensagem de Alessandro lembrando que eu não tinha visto o British Museum, aquele que eu passei na frente no primeiro dia. Caramba, esqueci completamente! E o pior de tudo é que ele ficava muito perto do hostel, e eu poderia ter ido ontem no fim da tarde. Bom, pelo menos eu já tenho o que fazer na próxima vez que voltar a Londres.

Caminho de volta

Assim como na ida, o Eurostar de volta também tinha pessoas de bom humor pra animar a viagem, mas dessa vez eu só quis saber de dormir, e foi o que eu fiz.

Quando o trem saiu debaixo do túnel do Canal da Mancha, era sinal de que eu estava novamente em território francês. Nessa hora, saí mandando mensagem pra todo mundo dizendo que tava de volta, quase chegando! Mandei também finalmente a mensagem pro meu primo, que respondeu logo em seguinda dizendo: “se eu fosse você, subia na torre”. Agora é tarde.

Chegando na Gare du Nord, tive que ligar três vezes até realmente conseguir falar com Alessandro. Eu sabia que eu tinha comprado um celular meio fraco, mas tô começando a achar que ele é bem ruim mesmo, pois vivia ficando mudo.

Mesmo voltando pra aquela cidade de pessoas frias e tristes, eu fiquei feliz em voltar pra um lugar familiar. Foi muito bom reencontrar Alessandro, mesmo sabendo que ele adora me aperrear, e que ele ainda vai fazer muito isso nas próximas duas semanas. Voltei a ter alguém pra conversar e pra falar das besteiras da vida.

Agora me sinto em casa de novo.

O último breakfast londrino

•[ Janeiro 17, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Saäa do Generator Hostel

Lembrando do problema do meu cartão, resolvi testar pela manhã, e vi que ele realmente não conseguia abrir a porta. Só pude sair pro café da manhã quando tava com as malas prontas.

Fiquei comendo e olhando as malas no chão, com um medo danado de levarem (a paranóia nunca acaba). Chegou então uma menina e pediu perguntou se eu já tava saindo ou se podia olhar as malas dela enquanto ela pegava a comida. Isso me lembra que eu peguei meu breakfast com a mala nas costas.

Com a comida na bandeja, ela voltou e começou a conversar. Numa das poucas vezes em Londres, eu conversei com alguém e usei meu inglês pra alguma coisa. Quando perguntei de onde ela era, eu já imaginava a resposta, pois é minha sina: uma brasileira, de São Paulo.

Quando eu disse que também era do Brasil, ela também fez aquela cara de “nossa, mais um…”. Ela reclamou que mal conseguiu praticar o inglês dela enquanto estava em Londres, pois só encontrou brasileiro. Eu sabia exatamente o que era isso. Por isso, a gente continuou falando em inglês, e foi até mais divertido. Acho que se eu falasse em português, a conversa tinha acabado em menos de um minuto.

Mas no final só durou uns 5 ou 10, pois os dois estavam atrasados e cada um foi pro seu lado (e como minha memória não serve pra nada, não lembro nem o nome dela). Dessa vez, com um mapa na mão, levei apenas 10 minutos pra ir andando do hostel até a estação de trem. Aquele guia ainda me paga.

Nesses 3 dias em Londres, gastei apenas metade das libras que eu troquei quando cheguei na estação pela primeira vez. Infelizmente, quando troquei de volta pra euros, sobrou apenas um terço dos euros que eu trouxe. Odeio ser enrolado pelo câmbio, mas a vida é assim mesmo. Pelo menos, quando eu voltar pro Brasil não tem mais CPMF.

O Albergue, ou Madrugada dos Mortos (de sono e de calor)

•[ Janeiro 17, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Rua em frente ao Generator Hostel

Peguei o iPod que eu trouxe emprestado do meu primo e deitei na cama. Acho que ele foi a salvação pra esse momento em que eu precisava ouvir algo familiar. Tentei ler um pouco do livro de Saramago que eu levei, mas acabei pegando no sono algumas páginas depois. Eu tinha achado o quarto um pouco quente, mas podia ser só impressão.

De fone de ouvido, percebi de longe um barulho de uns cliques. Era o holandês tentando abrir a porta e não conseguia, pois o cartão dele não funcionava por algum motivo bizarro. Desci da cama e abri a porta pra ele, que me agradeceu umas 3 vezes.

Saí rapidamente pra jantar: acabei indo na Pizza Hut mais uma vez, pois o fast food indiano da noite passada (esse Pizza Park da foto) não foi uma experiência muito boa. Quando voltei pro quarto do albergue, agora sim: o quarto estava um forno. Como eu normalmente já sou agoniado com calor, tentei abstrair.

Chegou então um novato no quarto: um alemão que morava em Barcelona e resolveu ficar em albergues até encontrar lugar pra morar. Ele ficou com a cama que era do argentino (o que eu achei estranho, pois não sabia que o argentino já tinha ido embora).

Fui dormir, tentando ignorar o calor. Depois de algumas horas, ouvi uma discussão e um abre e fecha de portas: o argentino tinha voltado. Aparentemente houve alguma confusão no hostel, e estava registrado como se tanto o argentino quanto o holandês já estivessem saído, e por isso uma das camas ganhou um novo dono. Eu, no caso, assisti tudo deitado na minha.

Após alguma confusão e idas na recepção viram que ainda tinha uma cama livre no quarto, e o impasse foi resolvido. Tirando a parte do calor.

No meio da madrugada, acordei pingando de suor. Sem brincadeira, a temperatura era a de Recife num ônibus ao meio dia, e olhe que eu dormi só de bermuda. Levantei da cama num pulo, saí do quarto e fui pro corredor, até conseguir voltar a uma temperatura decente. Quando tentei entrar de volta no quarto, agora era meu cartão que não pegava. Legal, não? Depois de algumas tentativas, eis que o holandês acorda, ouve e abre a porta pra mim… minha vez de agradecer.

O resto da noite foi bem complicada: dos 8 ocupantes do quarto, três roncavam numa sinfonia impressionante, enquanto eu e outro cara tossíamos sem parar. Sinceramente, não sei como ainda consegui dormir. Muito menos como consegui acordar às 8 da manhã.

E.T., telefone, minha casa

•[ Janeiro 16, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
O pôr do sol por trás do City Hall

Apesar do céu aberto e de ainda estar no meio da tarde, o tempo já começava a ficar meio frio, pois o sol tinha se escondido por trás dos prédios. A bateria da minha câmera já estava quase acabando, o que indicava que minha visita a Londres não ia durar muito tempo.

Nesse momento, recebi uma mensagem no celular. Era meu primo contando novidades do Brasil, algumas boas, outras nem tanto. Comecei a pensar nas coisas que devem estar acontecendo enquanto eu estou longe. Lembrei da saudade que eu sinto das pessoas que ficaram na terrinha, de alguns mais do que de outros.

Escrevi uma mensagem de resposta, falando do sol que animou meu dia. Faleida minha dúvida sobre subir ou não na ponte. Falei dos tais problemas no Brasil, que eu achava que ia ficar tudo bem. Falei da saudade que eu tava da minha família e do meu primo (que é também meu companheiro de farra em Recife).

Escrevi o máximo que cabia numa só mensagem e mandei enviar. Depois de alguns segundos, a operadora disse que simplesmente não podia enviar a mensagem. Tentei outras três vezes, e nada de conseguir. Desanimei na hora. Creio que tem algo aqui nessa ilha que faz questão de me fazer sentir sozinho.

Sozinho, desanimado e com frio. Nessas condições, não pude fazer nada além de voltar pra casa. Ou melhor, pro albergue, que não chega nem perto de ser uma casa.