O Albergue, ou Madrugada dos Mortos (de sono e de calor)

Reino Unido Londres
Rua em frente ao Generator Hostel

Peguei o iPod que eu trouxe emprestado do meu primo e deitei na cama. Acho que ele foi a salvação pra esse momento em que eu precisava ouvir algo familiar. Tentei ler um pouco do livro de Saramago que eu levei, mas acabei pegando no sono algumas páginas depois. Eu tinha achado o quarto um pouco quente, mas podia ser só impressão.

De fone de ouvido, percebi de longe um barulho de uns cliques. Era o holandês tentando abrir a porta e não conseguia, pois o cartão dele não funcionava por algum motivo bizarro. Desci da cama e abri a porta pra ele, que me agradeceu umas 3 vezes.

Saí rapidamente pra jantar: acabei indo na Pizza Hut mais uma vez, pois o fast food indiano da noite passada (esse Pizza Park da foto) não foi uma experiência muito boa. Quando voltei pro quarto do albergue, agora sim: o quarto estava um forno. Como eu normalmente já sou agoniado com calor, tentei abstrair.

Chegou então um novato no quarto: um alemão que morava em Barcelona e resolveu ficar em albergues até encontrar lugar pra morar. Ele ficou com a cama que era do argentino (o que eu achei estranho, pois não sabia que o argentino já tinha ido embora).

Fui dormir, tentando ignorar o calor. Depois de algumas horas, ouvi uma discussão e um abre e fecha de portas: o argentino tinha voltado. Aparentemente houve alguma confusão no hostel, e estava registrado como se tanto o argentino quanto o holandês já estivessem saído, e por isso uma das camas ganhou um novo dono. Eu, no caso, assisti tudo deitado na minha.

Após alguma confusão e idas na recepção viram que ainda tinha uma cama livre no quarto, e o impasse foi resolvido. Tirando a parte do calor.

No meio da madrugada, acordei pingando de suor. Sem brincadeira, a temperatura era a de Recife num ônibus ao meio dia, e olhe que eu dormi só de bermuda. Levantei da cama num pulo, saí do quarto e fui pro corredor, até conseguir voltar a uma temperatura decente. Quando tentei entrar de volta no quarto, agora era meu cartão que não pegava. Legal, não? Depois de algumas tentativas, eis que o holandês acorda, ouve e abre a porta pra mim… minha vez de agradecer.

O resto da noite foi bem complicada: dos 8 ocupantes do quarto, três roncavam numa sinfonia impressionante, enquanto eu e outro cara tossíamos sem parar. Sinceramente, não sei como ainda consegui dormir. Muito menos como consegui acordar às 8 da manhã.

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~ por Emannuel em [ janeiro 17, 2008 ].

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