Museu de História Natural (parte 1)

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres 
Natural History Museum

Acabei confundindo uma das sugestões de Alessandro e fui ver o Museu de História Natural. Foi um erro ótimo, pois eu gostei muito desse museu. Segundo Alessandro, é museu de criança, mas bem… quem disse que eu cresci, hein?

A boa notícia é que, nesse museu, eu podia tirar fotos! Então tenho muita coisa pra mostrar dele.

O museu é dividido em quatro zonas: laranja, verde, azul e vermelha. Acho que essa divisão não tem uma lógica especial, é só pra facilitar a visita mesmo. A zona laranja é só uma parte pequena externa, então nem passei por ela. Quanto às outras, vamos começar nosso tour.

Zona Azul

Esta zona começa com os animais da pré-história, nossos queridos dinossauros. Além de muita informação sobre a origem e as características de cada um (que eu já não tinha forças pra ler), há vários esqueletos de dinossauros pendurados no teto, assim como várias miniaturas de todos os tipos.

No fim do corredor, existe um Tiranossauro Rex, que se mexe, faz barulho, e parece muito real (pelo menos ao vivo, as fotos saíram meio escuras). Nele tem várias comparações entre as medidas do T-Rex e coisas do cotidiano, como o fato de ele ser maior, em altura e em largura, que um daqueles ônibus vermelhos de andares que a gente vê pela rua.

Esqueleto de um Velociraptor     Miniaturas de vários dinossauros     Tiranossauro Rex, praticamente vivo! :P

Em seguida, temos a seção de mamíferos. Na primeira parte, estão os mamíferos terrestres (elefantes, cavalos, ursos, mamutes, zebras, etc). É impressionante como esses animais são reproduzidos com fidelidade, muitos deles se passariam tranquilamente por um de verdade.

Um urso panda! (não podia faltar)     Elefante do museu     Cavalo no museu

Na sala seguinte, vemos vários mamíferos aquáticos, como golfinhos e a grande baleia azul (grande não, gigante). Animais grandes como girafas e elefantes não são nada perto dela.

Baleia azul, pendurada no teto     Esqueleto da baleia azul     Mamæeros aquáticos (mas no caso, voando)

No fim da zona azul, encontrei répteis, como crocodilos e cobras, ao lado de seus esqueletos. Eu realmente não ia me sentir confortável na frente de qualquer um desses vivos. Não simpatizo muito com a idéia de fazer parte de uma refeição.

 Um crocodilo e seu esqueleto     Vários tipos de cobras     Cobra e seu esqueleto

Depois de muito andar, percebi que tudo isso foi apenas um terço do museu. No próximo post, falo das outras zonas.

Please mind the gap

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres 
Estação de metrô em Londres (provavelmente a Hyde Park Corner)

Acabei de notar que, com menos de 24 horas em Londres, eu já escrevi quase tantas vezes nesse blog quanto em uma semana em Paris ou Barcelona. Acho que o fato de andar sozinho deixa a pessoa meio autista mesmo, pensando demais e refletindo sobre tudo. Aí eu acabo tento muito assunto pra escrever, já que não tem ninguém aqui comigo pra eu comentar as coisas, nem quando eu chego em casa.

Notei também que, ao contrário dos parisienses (que simplesmente fingem que você não existe), os londrinos olham nos olhos dos outros, mesmo que desviem o olhar um segundo depois. Pelo menos assim uma pessoa sozinha na cidade como eu não se sente um fantasma.

O metrô é onde mais se vê esse tipo de coisa, já que as pessoas são obrigadas a ficar paradas olhando uns para os outros durante vários minutos (como um elevador mais demorado). Lá em Paris, as pessoas ficam depressivas, olhando pra baixo, e a cidade fica com um aspecto mais triste do que já tem, com aquele frio.

Confesso que até agora nessa viagem eu fiquei com um pouco de vergonha de tirar fotos em certos momentos, especialmente quando envolviam pessoas desconhecidas. Mas acho que seria interessante poder mostrar tudo isso de que eu vejo durante minhas observações autistas.

A tranquilidade do Hyde Park

•[ janeiro 15, 2008 ] • 1 Comentário

Reino Unido Londres 
Lago Serpentine, no Hyde Park

Finalmente cheguei ao Hyde Park. Eu já ouvia falar dele desde Recife, pois ele era o ponto de referência pro hotel em que a gente ia ficar inicialmente (antes de umas 15 mudanças de planos). Com 1.4 km², ele é um dos maiores parques de Londres.

Vi gente caminhando, correndo ou andando de bicicleta tranquilamente, apesar do frio. Por sinal, Londres é uma cidade que parece ter sido feita para o frio. As pessoas não ficam tristes porque a temperatura caiu. Pelo contrário, elas saem nas ruas e continuam sorrindo. Acho que vou sentir falta disso quando voltar pra Paris.

 Entrada do Hyde Park     Rotten Row, no Hyde Park     Hyde Park

Quando eu estava prestes a ir em direção ao centro do parque (seria uma longa caminhada), vi de longe um lago bem grande, que praticamente me arrastou na direção dele. Acho que foi a mesma sensação das fontes do Louvre em Paris.

No meio do caminho, fui rodeado por pombos. Depois de pousarem, ao invés de fugirem, como todo pombo perto de um ser humano, eles simplesmente ficaram lá, marchando em conjunto, ao meu redor. Junto deles, vários esquilos corriam e ficavam me encarando, como se dissesse: “Tá olhando o quê? Esse jardim é meu!”

A marcha dos pombos     O esquilo que ficava me encarando no Hyde Park     Outro esquilo, que ficava me seguindo de longe

Por sinal, nessa viagem eu notei que tenho uma certa fascinação por pombos. Já tirei várias fotos deles em Barcelona, em Paris e agora aqui. Acho interessante o jeito em que eles andam e voam em conjunto, ou até mesmo parados. Talvez isso seja porque eu nunca fui alvo de nenhum deles.

Depois de alguns minutos parado entre os pombos e esquilos, cheguei ao lago Serpentine, que vi que era muito maior do que eu achava. Ele corta o Hyde Park no meio, e é habitat de várias aves, como é mostrado em uma placa na beira do lago.

A tranquilidade de ficar à beira de um lago desse é indescritível. Especialmente sendo bem no meio do movimento da cidade grande.

 Aves do lago Serpentine     22, no lago Serpentine     Gaivota solitária, olhando pro lago Serpentine

Buckingham, o Palácio Real

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Buckingham Palace

Até um ano atrás, acho que eu não faria muita questão de ver o castelo. Mas depois de assistir o filme “A Rainha”, fiquei curioso pra ver ao vivo aquele lugar onde tanta coisa já deve ter acontecido.

Quando cheguei na frente, lembrei da cena em que os fãs da princesa Diana enchem o portão do castelo de flores. Eu sei que isso foi um gesto simbólico, mas imagino o quanto deve ter significado para os londrinos, que ficaram sem a princesa de quem tantos gostavam.

De frente para o castelo, fica o Queen Victoria Memorial, que possui uma estátua da Rainha Victoria, rodeada pelos anjos da Justiça, da Verdade e da Caridade. Há também outras estátuas, que sugerem o grande poder naval da Grã-Bretanha.

 Buckingham Palace     Portões do Buckingham Palace     Queen Victoria Memorial

Um detalhe que eu não notei na hora é que é nesse castelo que ficam aqueles guardas vestidos de vermelho que não podem rir em hipótese alguma (embora todo mundo faça o possível pra que o contrário aconteça).

O problema é que eles estavam com a roupa de inverno, que é azul, então acabei nem fazendo a associação. De qualquer forma, eu não consegui chegar nem perto deles, afinal os portões estavam fechados. É isso que dá não ser VIP.

Piccadilly… o quê mesmo?

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Cabine telefônica na Haymark Street

Três pessoas disseram que eu deveria ver o Piccadilly Circus, e até explicaram onde ficava. Mas todos esquecaram de me dizer exatamente o que era.

Ao terminar a Haymarket Street, encontrei uma praça muito movimentada. No meio dela, tinha uma estátua de um anjo com uma fonte, com várias pessoas em volta. Parecia importante, então tirei uma foto. Soube depois que era uma estátua de Eros, deus do Amor, e foi a primeira estátua do mundo a ser feita em alumínio.

Em Londres também tem um Trocadero! Mas esse na verdade é um restaurante (embora eu não saiba bem o que é o de Paris). E foi por ali mesmo que eu fiz meu primeiro almoço em Londres. Não, não no Trocadero. No Burger King mesmo (afinal, eu não ganhei na loteria, né?).

Depois de 10 minutos indo pra lá e pra cá, encontrei a rua Picaddilly, e continuei meu roteiro e passei pela frente do Ritz!

 London Trocadero     The Angel of Christian Charity, comumente chamada de estátua de Eros     Ritz Hotel

Eu poderia ter seguido em frente e andado quilômetros até chegar no tal Marble Arch (que eu nem sei o que é), mas cheguei à conclusão que eu tinha que ver o Buckingham Castle de qualquer jeito. Então resolvi cortar caminho pelo St James Park.

Por sinal, essa é uma das partes boas de viajar sozinho: você pode simplesmente mudar de idéia quantas vezes quiser.

Esse parque, assim como todos os outros, tinha um aspecto mais triste por causa do inverno. As árvores sem folhas, e os bancos sem pessoas. Só os pombos não abandonam seu lugar cativo.

Em algum lugar na borda do parque, fica a casa dos Spencer e a dos Lancaster. Infelizmente, eu não consegui distinguir quais das casas eram elas. Então continuei seguindo até encontrar um portão com detalhes de ouro: logo atrás fica o Buckingham Castle.

St. James Park     St. James Park     Portão do St. James Park, de frente para o Buckingham Castle

A propósito, o Circus que eu tanto procurei realmente não é um circo, e sim o latim pra “círculo”. Na verdade, o Piccadilly Circus é exatamente a tal praça que eu encontrei no fim da Haymarket, cheia de gente e de edifícios, onde se encontram várias ruas. Isso eu só descobri depois de ter saído de lá.

Trafalgar Square

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Trafalgar Square

Meio que sem saber, encontrei no fim da Whitehall uma praça famosa, a Trafalgar Square. Nela fica a Nelson’s Column (essa pelo menos eu sabia), uma coluna erguida em homenagem ao almirante Horatio Nelson, que morreu na Batalha de Trafalgar.

No topo da coluna, fica estátua do Lord Nelson, olhando em direção ao Palácio de Westminster, de onde eu tinha acabado de vir. Na base da coluna, há 4 leões, um em cada direção, que só foram adicionados quase 30 anos depois.

Na praça fica também a National Gallery, uma das sugestões de museu que Alessandro falou. Entrei todo empolgado, já tirando foto de uma caixa de doação que tinha logo na entrada. O segurança me chamou e disse que não podia tirar foto lá dentro. Metade da minha empolgação foi embora.

 Nelson’s Column     National Gallery     National Gallery

Pelo menos a entrada era gratuita, e eu fiz questão de passar por todas as salas. Mas sinceramente, eu não tava lá com muita paciência pra ver tanto quadro. Depois de uma hora lá dentro (e de me perder umas 2 vezes), resolvi sair pra continuar meu turismo. Começou a chover.

Street, Square, Place, …

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Double Decker Bus, na Whitehall 

Assim como nós temos no Brasil as ruas e avenidas, cada cidade tem seus nomes particulares. Em Barcelona, temos: carrer, passeig e avinguda. Em Paris, temos: rue, avenue e boulevard.

Já em Londres: street, square, place, avenue, road, drive, crescent, path, walk… São milhares de nomes criados especificamente pra confundir a cabeça dos turistas. E o caso é mais grave, pois ter o mesmo nome não significa que é perto.

Lembro de ter encontrado a Tavistock Square, quando na verdade procurava a Tavistock Street. Quando vi, a Street ficava a pelo menos três quarteirões da Square. Isso não faz o menor sentido.

Fica registrado aqui a indignação de um turista que costuma se perder no mínimo 5 vezes ao dia.