Na rua dos prédios sem nome

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Government Office

Seguindo o roteiro desenhado, fui caminhando pela avenida Whitehall. Quando olhei no mapa pra ver o que tinha nela, vi várias áreas escrito “Government Offices”, ou seja, escritórios do governo.

Tudo bem que era uma área grande cheia de coisas do governo mas… custava dizer o nome das coisas? Depois de caminhar pela rua e ter tirado foto de vários edifícios (do governo, lógico), percebi que não sabia o que era nada.

 Government Office     Government Office     Government Office

Em algum momento, eu notei que devia ter entrado na esquerda pra ver a Downing Street, mas eu já tinha passado direto dela. Fiquei com preguiça de voltar e continuei em frente, pois o dia tava só começando. Mais uma vez, fica pra a próxima.

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Uma oriental desorientada

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Westminster Abbey

Depois de mais 5 minutos de muita frustração, fui andando em direção à ponte com vista para a London Eye, uma roda gigante bem alta de onde se tem uma ótima vista da cidade (pelo menos quando não tá com esse clima feioso).

Até que resolvi olhar pra trás, e finalmente matei a charada. Acho que levou meia hora pra eu parar de me achar um completo idiota, mas pelo menos eu tinha finalmente encontrado o Big Ben. E só pelo trabalho que deu, tirei umas 10 fotos.

Um parêntenses: antes de viajar, um amigo meu comentou que, quando eu quisesse uma foto minha em um lugar turístico, bastava chamar qualquer oriental e pedir pra tirar uma foto. Afinal, quase todo turista oriental que eu vi tinha uma câmera. Ok, todos eles. Sendo assim, encontrei uma coreana que fez o favor de tirar uma foto minha na frente do Big Ben (ver abaixo). Teria ficado ótima, se desse pra me enxergar.

Pra retribuir, tirei uma foto dela na câmera de milhões de megapixels que ela tinha. Seguindo o roteiro sugerido pelo lodrino do Eurostar, fui andando até a Westminster Abbey, uma famosa igreja gótica que é o lugar tradicional de coroação e enterro de monarcas ingleses.

London Eye  Enfim, o Big Ben  Eu e o Big Ben (dá pra me ver?)  Westminster Abbey

Lá, encontrei novamente a oriental, que tirou outra foto minha. Ao tirar, ela comentou: “acho que você não vai querer mais que eu tire fotos suas, não ficou muito boa”. Pelo menos ela tinha uma boa percepção quanto ao resultado… a idéia era a igreja toda aparecer na foto.

Hipótese: Todo turista oriental com uma câmera na mão sabe tirar foto
Resultado: Mito

Mas sobre uma coisa ela tinha razão: fez MUITO frio. Tava praticamente impossível ficar rindo pra a foto por muito tempo. Paris tá começando a parecer um lugar agradável.

Ué, cadê o Big Ben?

•[ janeiro 15, 2008 ] • 1 Comentário

Reino Unido Londres
O parlamento, logo ao sair do metrô

A foto acima mostra a primeira visão que eu tive ao sair do metrô. Olhei pro mapa e tentei me situar. Ele dizia que o Big Ben estava em algum lugar próximo, mas eu não conseguia distinguir onde.

Notei que todo esse edifício na minha frente era o Parlamento. Sendo assim, Big Ben deveria estar por aqui, certo? Certo, mas cadê ele? Talvez fosse do lado oposto, e eu tinha que dar a volta.

Passei bem uns 5 minutos tentando entender o mapa e saber em que raio de direção eu estava. Nesse meio tempo, apareceu algum inglês perdido e pediu ajuda, já que eu tava segurando o mapa. Por sinal, eu peguei esse costume de orientar as pessoas pelas cidades, mesmo quando acabo de chegar nelas. Meu senso de orientação tem melhorado muito.

Só não o suficiente pra encontrar o Big Ben. Como tava chovendo, eu fiquei embaixo do prédio onde fica a estação. Depois de muito analisar, olhei pra a frente novamente, e vi exatamente isso:

O parlamento é aqui… mas cadê o Big Ben?

E acreditem: nem assim eu achei o Big Ben.

É… é caro mesmo!

•[ janeiro 15, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Saäa da estação Westminster 

Acordei com o humor bem melhor. Cheguei à conclusão que, agora que eu já estou em Londres e só tenho 2 dias pra aproveitar, tenho que sair por aí e conhecer o máximo possível. Pena que o clima não acompanhou meu humor: não só amanheceu nublado como resolveu chover em cima de mim.

Mas, como eu já disse ontem, só tenho hoje e amanhã. E como é querer muito esperar ter sol em Londres, lá fui eu em direção à estação de metrô.

A bateria do meu celular francês tá quase no fim, então resolvi desligar e deixar ele na mala mesmo, afinal vou precisar quando voltar pra Paris. Além do mais, não tem tomada no quarto do hostel. Pra carregar qualquer coisa eu preciso pagar 1 libra e botar numa maquininha bizarra que eles tem lá.

Falando no hostel, os funcionários são bem simpáticos. Quando cheguei na porta, pronto pra sair, fiquei olhando pra a chuva lá fora e conversando com o porteiro, até arrumar coragem pra sair. Quando finalmente cheguei na estação, tomei dois sustos.

Primeiro, minha vista escureceu. Passei uns 5 minutos sem conseguir enxergar quase nada, em pé na porta da estação. Eu tentava entender o mapa do metrô, mas não conseguia enxergar. Bateu um desespero na hora, mas eu fiquei lá esperando e acabou passando. Mais um médico pra eu ir quando voltar pro Brasil.

Segundo susto: um singelo ticket de metrô custa 4 libras. Pois é, uma ida daqui até ali são 4 libras, e a volta são mais 4. Estilei, é sério. Eu não quis nem converter pra euro nem real, porque até em libra eu já tava achando caro.

Eis que aparece um casal da minha idade pra me ajudar: a menina (galega e de olho azul, como metade da população londrina) me explicou que um ticket pra o dia todo custa 5,30. Ainda não tá barato, mas já melhorou muito. Tô chegando à conclusão que todos os londrinos são simpáticos. E se comparar com os parisienses, nem se fala.

Homesickness

•[ janeiro 14, 2008 ] • 1 Comentário

Reino Unido Londres
As famosas cabines inglesas

Como última foto da noite, eu tinha que tirar uma foto com uma cabine telefônica (achei logo duas). Eu já seguia de volta pro hostel, pra comer por lá mesmo, quando de repente vi algo que não via há algum tempo, e que me lembrava muito minha casa: uma Pizza Hut.

Ok, eu sei que isso não é lá muito brasileiro, mas tem uma do lado da minha casa em Recife. Então entrei e pedi uma pizza, pelos velhos tempos. Enquanto a comida não chegava, fiquei sentado numa mesa sozinho e observando as outras pessoas que estavam lá.

Em uma mesa, vi uma família de indianos que parecia comemorar alguma coisa. Vi um casal trazendo seu filho pra comer. Vi outro casal que pareciam ser namorados. Vi dois amigos tomando cerveja enquanto conversavam. Todos conversavam, menos eu, que ficava em silêncio, meio autista, pois não tinha com quem falar.

Começou a tocar alguma música familiar, não lembro qual agora, e foi aí que me dei conta que eu praticamente me sentia em casa. Num país em que eu sabia a língua e entendia tudo (diferente da França), com comida e música que eu conhecia. Tudo familiar, menos as pessoas. Nessa ilha de 230 mil km², eu não conheço uma pessoa sequer.

Demorou, mas finalmente aconteceu: bateu uma angústia enorme e um nó na garganta. Depois de 15 dias longe de casa, não consegui pensar em mais nada a não ser em voltar pro Brasil.

Anoiteceu… e agora?

•[ janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
British Museum

Deu 20h. Já escureceu, não dá pra tirar fotos dos pontos turísticos. Só que eu estou em Londres só por alguns dias e me nego a ficar deitado na cama esperando a noite passar.

Então saí andando aleatoriamente. Vi que o British Museum (uma sugestão de Alessandro) era relativamente perto, e resolvi ir até lá, ver se ainda tava aberto.

No caminho, passei por vários hotéis luxuosos, como o Hotel Russell. Vi de longe um prédio iluminado, e fui me aproximando até poder tirar uma foto decente. Quando vi, era simplesmente a University of London.

Finalmente, encontrei o museu, com dois leões de estátua na frente. Como imaginei, ele já tinha fechado (como tudo na Europa). Mas pelo menos serviu pra ver o horário, pra voltar outro dia.

Hotel Russell     University of London     Rua tðica de Londres, com casas todas iguais

No caminho até ele, fiz um reconhecimento de campo e encontrei vários lugares pra comer, embora todos fechem às 21h. Tenho que lembrar disso todas as noites, pra não ir dormir com fome.

Eu sei que eu deveria estar procurando boates, bares, ou algo do tipo pra ir. Mas eu simplesmente não tô no clima pra fazer isso sozinho.

Generator Hostel

•[ janeiro 14, 2008 ] • Deixe um comentário

Reino Unido Londres
Rua Tavistock Place, vista da porta do Generator Hostel

Enfim, cheguei ao Generator Hostel, recomendado por várias pessoas (incluindo comunidade no orkut). Por 10 libras o dia, pra ficar num quarto a partir de 8 pessoas, achei bem organizado.

Logo que cheguei, o sistema estava fora do ar, então eu tive que esperar cerca de meia hora pra poder fazer o check-in. Nesse tempo, peguei um mapa disponível no próprio hostel (ufa!) e fui comparando com o mapa desenhado pelo londrino do Eurostar.

Nesse hostel tem uma coisa interessante: não tem toque de recolher. Ou seja, você pode chegar e sair a hora que quiser. Basta usar o cartão magnético pra abrir tanto o portão do hostel como a porta do quarto.

Entrando no quarto, tinha um argentino e um holandês conversando em espanhol. Quando o argentino descobriu que eu era brasileiro, ele ficava falando “obrigado” pra mim por qualquer motivo. Só depois fui “conhecendo” os outros habitantes do quarto: duas orientais que só falavam entre si, um inglês de outra cidade que trabalhava no metrô de Londres e um cara que troca o dia pela noite (não cheguei a falar com ele).

Aparentemente, eu sou o único de férias, pois todo mundo passa o dia trabalhando e só passa no albergue pra dormir.

As coisas “negativas” que eu vi provavelmente existem em qualquer hostel: o banheiro, por exemplo, fica lá no fim do corredor. Em algum momento da noite, tenhoque evitar acender a luz do quarto, pra não acordar o povo.

Pelo menos tem um locker onde eu coloco todas as minhas coisas e uso meu cadeado pra fechar. Interessante que todo mundo deixa as malas jogadas pelo quarto tranquilamente. Talvez eu seja neurótico, mas talvez depois de tanto tempo em albergue o pessoal simplesmente encha o saco de ficar guardando e tirando as coisas.

Eu abstraí muita coisa, pois só vim pra passar 3 dias. Eu não sei como seria se eu tivesse que passar o mês todo em albergues. Quem sabe na próxima viagem eu descubra. Pelo menos eu já começo a me preparar psicologicamente de agora.