Onde vai caber, Mister M? (parte 2)

•[ janeiro 29, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Minha mala no Brasil, antes de vir pra a Europa

Adiei, adiei, e agora não dá mais. Hoje é meu último dia aqui e eu PRECISO arrumar a mala. A foto acima era a minha mala no Brasil, pouco antes de embarcar. Eu tinha um monte de coisa, não sabia o que ia levar, nem se ia caber.

Agora, a situação não é muito diferente. Eu continuo com um monte de coisa, mas tenho que levar tudo de volta. E pior, tenho certeza que não vai caber, já começando pelo volante de Guto.

E pra piorar, eu ainda não fui comprar o cartão de memória pra a minha câmera. Chega a ser meio inútil, já que o cartão de 512mb serviu até agora, e eu não pretendo fazer outra viagem dessa nem tão cedo. E pra melhorar, a loja fica do outro lado da cidade (mais longe ainda que a casa de Paty).

O dia hoje vai ser longo. E curto ao mesmo tempo.

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Paris, um filme de Cédric Klapisch

•[ janeiro 28, 2008 ] • 3 Comentários

França Paris
Poster do filme \

Em breve, vai estrear por aqui um filme chamado “Paris”. Ele é o terceiro da trilogia com Roman Duris, que começou com O Albergue Espanhol (muito bom) e As Bonecas Russas (não tanto). Admito que já estou curioso pelo fim da trilogia mesmo antes de saber em que país seria. Agora fiquei mais ainda.

No metrô pra casa, voltei junto com uma amiga francesa de Paty. Como era de se esperar, eu não lembro o nome dela. Tenho um ótima memória para números, datas, fatos, rostos, ruas, pontos turísticos e pra muitas outras coisas. Mas não consigo lembrar um simples nome de uma pessoa, até que ela repita umas 5 vezes.

De qualquer forma, ela já começou me mostrando um outro caminho para chegar em casa, usando a linha 6. Putz, em uns 20 minutos eu cheguei na estação que eu queria, ao contrário da uma hora que eu levei no caminho de ida.

Esse fato foi compensado pelo momento em que a francesa, nativa, moradora de Paris, que fala fluentemente (ok, já reforcei o suficiente), disse que meu francês era muito bom pra quem só estudava há um ano e meio. Eu sei que já falei disso antes, mas foi interessante ouvir isso depois de vários minutos de conversa fluente, sem nem perceber.

Ela desceu no meio do caminho, e eu cheguei minutos depois na minha estação. No corredor do metrô, dei de cara com esse poster do filme, que eu até já tinha visto outras vezes. Fiquei me perguntando se a estória que ele vai contar vai parecer tão legal pra mim quanto a minha própria estória no último mês.

Eu tive um capítulo em Barcelona, como no primeiro. Não cheguei a ir pra a Rússia, mas talvez Londres conte pra alguma coisa. Imaginem só: “Paris, um filme que completa a trilogia de Mano”.

Pensando bem, deixem pra lá. Quase ninguém ia querer assistir.

Oi, te conheço?

•[ janeiro 28, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Gente de todo canto no aniversário de Mayssa

Uma salada cultural. Pessoas vindas de vários países para fazer a surpresa para uma amiga que não desconfiava de nada. Falando assim, parece até que o povo atravessou o oceano só pra isso, mas quase todo mundo já morava lá naquele prédio. Mas isso não diminuiu em nada a surpresa que Mayssa teve quando entrou na copa e viu todo mundo cantando Joyeux Anniversaire.

Com um pouco de improviso e muita criatividade, espalhamos os salgados e doces pela mesa, pra parecer mais do que realmente tinha. Pringles, jujubas, uma espécie de ruffles, pepsi, suco de laranja, vinho e vários tipos de bolos, tudo isso pra fazer essa comemoração entre estudantes brasileiros, colombianos, italianos, tunisianos, libaneses e (quem diria) franceses!

Falamos sobre a diferença entre as línguas, coisas como o “sessenta e dez” da língua francesa, e coisas do tipo. Como quase metade falava português, a gente acabava esquecendo e excluíndo um pouco os “estrangeiros”, mas quando lembrava, todo mundo voltava pro francês.

A cara de surpresa de Mayssa É, é muita emoção A mesa improvisada

Vale notar o mico do dia: logo que eu cheguei, fui cumprimentando todos (vários eu não conhecia) e disse pra uma das meninas:
– Bon soir!
– Oi, tudo bom?
– Eita, uma brasileira?
– Ué, não lembra de mim não?
– Hum…
– Eu fui te buscar na porta do bar no teu aniversário!
– Er… Lorena?
– É, né. Hehe.

Ops. Pelo visto minha tão falada memória fotográfica não é lá tão boa quanto eu imaginava.

A volta em Paris em 60 minutos

•[ janeiro 28, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
A torre brilhando no meio da correria

Quer saber por que eu estava correndo para o metrô? Pelo motivo de sempre: eu saí de casa atrasado. Eu devia estar lá as 19h, mas a essa hora eu não tinha nem botado o pé na rua. Saí correndo desesperado até a estação mais próxima, pra pegar minha usual linha 9.

Às 19h10, Paty liga de casa.
– Tás onde?
– Tô no caminho… na Franklin Roosevelt.
– Onde?
– Franklin Roosevelt!
– Ok… o pessoal tá aqui esperando pra cantar parabéns.
– Eu chego em breve!

Às 19h20, Paty liga do celular.
– Tás onde?
– Er… La Fayette. To trocando de linha agora, foi mal.
– Hã?
– Tô esperando o outo metrô da linha 7 chegar e… ah, chegou!
– Tá… a gente colocou o chantilly no bolo e tá derretendo, vem logo!
– Hum… Podem ir cantando parabéns logo, é melhor.
– Beleza.

Às 19h30, Party liga de outro número.
– Cadê tu?
– Passando por Jussieu, devo chegar em 10 minutos.
– A gente tá só te esperando pro parabéns.
– Caramba… podem ir sem mim po.
– Mas tu tas com os pratos e os talheres!
– Eita… bom, to chegando!

Às 19h40, finalmente chego na estação de Tolbiac. O endereço era perto de 200, na própria rue Tolbiac. Daí lembrei que a numeração na Europa não é pela distância, e sim sequencial mesmo. Ou seja, eu não estava a 200 metros do local, e sim a 200 PRÉDIOS de distância. Só me restava uma opção: correr.

Corri, corri, e continuei correndo. Corri por quase um quilômetro até chegar lá, pingando e bufando. Toquei o intefone e subi os três andares correndo. Eram quase 20h quando eu cheguei aonde todos deviam estar me esperando pra cantar o parabéns e cortar o bolo. Aliás, todos menos uma pessoa.

– Oi Paty… ué, cadê Mayssa?
– Ah, ela não chegou, tem tempo ainda!

Ok. Depois dessa agonia toda pra chegar, só contando até dez pra ficar calmo.

Barrados no Baile

•[ janeiro 28, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
dsc05688

Quando eu estava voltando do Musée Guimet (o museu de artes asiáticas), acabei me deparando com o tal Cinéaqua. Não sei exatamente o que tem dentro dele… só sei que quando tentamos entrar no meu aniversário, Vinício e eu fomos barrados porque a mulher que tava plantada nessa entrada da foto acima disse que não gostou do meu sapato.

Eu poderia ter ficado de mau humor ao relembrar desse episódio, mas quando passei por ali, Paty me ligou pra avisar que hoje é o aniversário de Mayssa, a amiga mudinha dela que eu ajudei a andar de patins. O pessoal resolveu fazer uma festa surpresa, e Paty me chamou pra ir de penetra.

Mas como todo penetra decente, eu fiquei encarregado de levar os pratos, copos e talheres descartáveis. Ela me explicou que era pra eu descer na estação Tolbiac (quase do outro lado da cidade) e andar um pouco, até chegar na casa dos estudantes, que não fica tão perto assim de Jussieu como eu achava.

Nada como uma festinha pra tentar me animar, tão perto de ir embora.

Torre Eiffel, a origem

•[ janeiro 28, 2008 ] • 3 Comentários

França Paris
A grama do Champs de Mars

Já falei tanto da Torre Eiffel, de quantas vezes passei por ela, de quantas fotos já tirei e de até onde subi. Mas até agora eu não comentei um fato importante: por que raios ela existe? E por que está aí até hoje?

A torre foi construída para a Exposição Universal de 1889, e o plano era mantê-la por 20 anos. Passados os 20 anos, ela quase foi demolida, mas ela já estava sendo utilizada como antena de transmissão, e isso acabou salvando esse monumento que é disparado o símbolo mais conhecido de Paris e mesmo da França.

Quando Gustave Eiffel projetou a torre, ele planejava que ela fosse construída em Barcelona, para a Exposição Universal do ano anterior. Só que o governo da cidade achou que ela uma construção muito cara e que não combinava com a arquitetura da cidade. Perderam, né?

Chegando na torre, pelo rio Sena No Champs de Mars, sem usar o timer Monumento da paz No Champs de Mars, usando o timer

Na ponta oposta do Champs de Mars, há um monumento da paz. Nele, a palavra “paz” é escrita em várias línguas (talvez até “todas” as línguas), num intuito de simbolizar a união de todas as culturas.

E, epoiando nos cercados tinham ao longo do jardim, eu pude mais uma vez usar o timer da câmera, pra tirar algumas fotos em que eu realmente pareço estar no local.

Do you speak english?

•[ janeiro 28, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Às margens do rio Sena

Antes de sair da universidade, pedi ao pessoal sugestões do que visitar. Tudo que eles falavam, eu já tinha visto. Depois de tentarem muito, eles desistiram e me disseram pra simplesmente aproveitar o sol e ir andar por aí.

Encontrei finalmente o clone da estátua da Liberdade mas, pra variar, minha atenção foi direto pra a torre Eiffel. É engraçado como ela sempre é motivo suficiente pra uma foto, nem precisa ter mais nada. Pra falar a verdade, ao chegar perto, eu desisti do passeio e entrei no Champs de Mars, onde fica a torre.

Margem direita do rio Sena     A estátua da Liberdade genérica     Margem esquerda do Sena

Logo no começo, fui abordado de longe (pela quinta vez essa semana) por alguma mulher provavelmente vinda do oriente médio, pedindo dinheiro pra alguma coisa que eu nunca paro pra ouvir. Elas sempre começam perguntando se você fala inglês. Quando você diz que sim, ela começam a praticamente chorar na sua frente pra você ajudar.

Depois de tentar fugir tanto, usei dessa vez o método parisiense de resposta à abordagem de estrangeiros:

– Do you speak english?
– Non.

Fim de papo.