Adeus, Louvre

•[ janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Foto tirada de dentro do Louvre

Depois de muito enrolar na praça, entrei no Louvre. Não sei bem por quê. Acho que foi o hábito. Talvez o fato de poder entrar de graça e estar na Europa, e ficar com a sensação de estar desperdiçando a chance caso eu não visitasse mais uma vez.

A verdade é que eu não aguentava mais o Louvre. Ao contrário do que Alessandro tinha sugerido, eu tinha visto tudo de uma vez na semana passada, em vez de deixar algo pra hoje. O resultado é que não tinha mais nada que eu quisesse ver.

Mas já que eu já tava lá dentro, o jeito era tentar aproveitar. Lembrei da parte que eu mais tinha gostado (as grandes pinturas) e pensei em ver todos quadros dessa parte com calma. Quando cheguei lá, a idéia já não pareceu tão boa, pois o sono me venceu. É triste, eu sei, mas eu não queria estar no Louvre.

Fui pra a estação. Peguei o metrô. Desci do metrô pra trocar de linha. Meu celular tocou: era Paty. “Tás afim de patinar no gelo agora?”.

O sono passou na mesma hora.

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Mano, seu idiota!

•[ janeiro 25, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Pirâmide invertida do Louvre, ainda no fim da tarde

Pra falar a verdade, minha volta pro Louvre não foi tão calma como pode ter parecido no post anterior. Eu tinha acabado de perceber que a pirâmide invertida não fica na parte paga do museu. Isso quer dizer que eu não preciso pagar pra poder vê-la de dia. Mano, seu idiota!

O problema é que, quando eu percebi isso, eu tava bem longe (mais especificamente no teto das galerias). E já eram 17h, então ia escurecer em breve. Saí correndo pela cidade feito doido, pra ver se dava tempo.

Dessa vez entrei por uma entrada lateral, do lado do Arco do Carrousel. Por sinal, eu meio que descobri na hora essa entrada. Enfim, consegui chegar lá e tirar a bendita foto. Talvez tivesse sido melhor de meio dia (hora em que eu tava por perto), mas deu pra satisfazer minha necessidade fotográfica.

Andando ao redor da pirâmide invertida, descobri uma ala com o nome “Restaurants”, mas que na verdade era uma praça de alimentação cheia de lanchonetes. Lá tem comida pra todos os gostos: italiana, árabe, americana, francesa, etc. Depois de muito andar, acabei escolhendo um hamburger na loja americana.

Foi nessa hora que eu entendi por que todo mundo acabava me respondendo em inglês, mesmo quando eu falava com eles em francês. Percebi que, instintivamente, eu sempre respondo “OK” em dizer algo em francês. E só precisei de 2 semanas pra notar isso.

O que me deixou mais indignado é que, se eu tivesse procurado um pouco mais, eu poderia ter jantado aqui nas outras vezes que vim no Louvre, em vez de ficar com fome. Mano, seu idiota!

O passeio de todo turista em Paris

•[ janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Pont Alexandre III

Se você tivesse apenas uma tarde de sol em Paris, pra visitar alguns pontos famosos sem pegar o metrô, o que você faria? Segue abaixo a minha sugestão.

Saindo da Champs-Elysées, passei pelos palácios: o Grand e o Petit Palais. Acho que ia ter algum concerto ou ópera famosa no Grand Palais, pois tinha uma fila gigante na frente dele. Cruzei a ponte Alexandre III, onde vi um casal londrino tirando foto, e pedi pra tirarem uma minha. Casais londrinos sempre são gente fina.

Petit Palais     A fila gigante em frente ao Grand Palais     O Petit Palais por trás da Pont Alexandre III

Do outro lado da ponte, fica a Place de la Concorde (que eu já mostrei aqui) e seguindo em direção ao Louvre, fica o Jardin des Tuileries. Esse eu também já mostrei, mas um dia de sol faz muita diferença: dezenas de pessoas andavam pelo parque, ou pegavam uma cadeira e ficavam sentadas à beira de uma fonte para relaxar.

Várias delas seguiam para o museu, passando pelo Arco do Triunfo do Carrousel. Esse também era meu destino, mas só mais tarde, depois das 18h.

Jardin des Tuileries     Jardin des Tuileries     Arc du Triomphe du Carrousel

Fui para a esquerda, em direção ao Palais Royal (que, até ontem, eu achava que era o próprio Louvre). Em seus jardins, encontramos obras bem incomuns, vale a pena entrar lá pra ver.

Obra de arte no Palais Royal     Fonte no jardim do Palais Royal     Colunas no Palais Royal

Fiz um pequeno desvio e cheguei na Place Vendôme: uma praça rodeada de lojas e hotéis famosos (no nível da Montaigne) e com uma coluna gigante no meio, erguida para comemorar uma vitória de Napoleão. Não dava pra ver muita coisa pois boa parte da praça estava em reforma.

Coluna da Place Vendôme     Place Vendôme     Ópera Garnier

Continuando através dela, cheguei na Ópera de Paris, e dando a volta, entrei nas Galerias Lafayette. Seguindo a dica de Alessandro, subi até o último andar, onde fica o domo da galeria.

Achei que parava por aí, mas ainda é possível continuar subindo até o teto do edifício, de onde se tem uma vista muito boa da cidade. Dava pra ver de longe (mas não tão longe), a Sacre-Coeur. Quando saí, voltei para o Louvre.

Domo do edifcio das Galerias Lafayette     Paris, vista do topo das Galerias Lafayette     Museu do Louvre, no fim da tarde

Pronto, acabou o passeio. Fiz todo esse percurso em duas horas.

Avenida Champs-Elysées

•[ janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Arco do Triunfo, no fim da Champs-Elysées

Há duas semanas, andei com Alessandro pela avenida Champs-Elysées, uma das mais famosas de Paris. Na época, era o início das promoções na cidade, e a avenida tava entupida de gente. Agora que a euforia das compras já passou, ela fica bem mais calma, mas ainda assim cheia de gente. O detalhe é que, um mês depois, a rua ainda mantém sua decoração de natal.

Peguei um atalho pela rua Fauboug St-Honoré, uma rua com vários prédios do governo, mais ou menos como a Whitehall, em Londres. O problema dessa rua era a enorme quantidade de guardas. Tirei poucas fotos, pois a cada uma que eu tirava, eu ficava com medo de um deles virem me prender. É uma segurança enorme ao redor dos edifícios, ruas bloqueadas e coisas do tipo. Mas dá pra entender por quê.

Prédio do governo na Faubourg St-Honoré     Champs-Elysées, ainda com a decoração de Natal     Calçada da Champs-Elysées

Desde que eu saí de Recife, minha irmã, que trabalha com moda, fica me pedindo pra tirar fotos roupas que o pessoal que se usam aqui. Tem algo a ver com o fato de que o que é moda agora na Europa vai virar moda no Brasil eventalmente.

Então, pra cumprir o pedido dela, entrei na Av. Montaigne, uma rua só de lojas de grifes famosas, mais ainda que na Champs-Elysées. Acho que minha irmã, assim como boa parte da ala feminina de Recife, ia ficar doida passando por essa rua. Tem lojas da Gucci, Prada, Armani, entre outras marcas que devem ser famosas, mas que eu não conheço.

O divertido era conseguir tirar as fotos discretamente. Eu não sabia se era proibido, se os seguranças iam reclamar, ou coisa do tipo, então tinha que ser tudo na maior entoca possível. Só pelo carros estacionados na rua, já dá pra imaginar a clientela que compra na rua.

Loja da Gucci, na esquina da Champs-Elysées com a Montaigne   Vitrine da loja da Armani   Vitrine da loja da Prada   Carros estacionados na Av. Montaigne

A propósito, tirei umas 50 fotos. Vou ter que deixar pra mostrar pra minha irmã só quando voltar mesmo.

Quando atravessei a Champs-Elysées de volta, consegui aproveitar o sinal fechado pra tirar uma foto do Arco do Triunfo lá longe. Por sinal, que trânsito! Por um momento, cheguei a lembrar de Recife.

Mas essa lembrança foi embora quando entrei num restaurante chamado La Durée. Nela são vendidos vários tipos de doces, chocolates, enfim… eu ali era como minha irmã seria na Av. Montaigne. Mas me contentei em comprar alguns “macarons”, uma espécie de biscoito muito gostoso, disponível em vários sabores (que eles chamavam de perfumes). Quando vim com Alessandro, a fila tava muito grande e a gente desistiu de comprar.

Como já eram 15h, sentei num banco em frente a Champs-Elysées, e os macarons foram meu almoço mesmo. Eu achava que Alessandro ia ficar me chamando de pirangueiro (como de costume) o resto da semana por causa disso, só que eu guardei uns macarons pra ele, e ele não tirou onda dessa vez. Nada como um bom suborno.

O trânsito na Champs-Elysées     La Durée     Champs-Elysées, vista de um dos bancos da calçada

Igreja de St. Agustin

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França Paris
Église de St. Agustin e a estátua de Jeanne D’Arc

Eu sei… eu tinha dito que não entrava mais em igreja, mas essa aí tava no caminho. A St Agustin foi projetada pelo mesmo arquiteto do Les Halles, e boa parte de sua estrutura é de metal.

E em frente à igreja, no meio da praça, há uma estátua de Jeanne D’Arc, montada no seu cavalo. É legal ver que, em Paris, todos os heróis e santos tem o seu lugar de homenagem.

Église de St. Agustin     Église de St. Agustin     Église de St. Agustin

Um passeio pelo Parc Monceau

•[ janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Parc Monceau

Hoje, como toda sexta, promete um passeio bem longo, então comecei cedo pelo Parc Monceau. Esse é um parque planejado, bem organizado, e nele nem parece que é inverno direito!

Ele é cheio de jardins planejados, que algum duque aí mandou criar, pois ele queria que o parque fosse algo “extraordinário” (é, ele disse assim mesmo). Tem horas que ele mais parece um cemitério, mas tudo bem.

Foi o parque onde eu vi mais crianças correndo, e consequentemente eu tinha que ficar olhando pro chão e desviando, pra não tropeçar nem atropelar nenhuma.

Vi também nerds de todas as idades com seus laptops, usando a rede sem fio do parque. Pense em algo que vai demorar pra funcionar no Brasil (não pela infra-estrutura, mas pelo medo de levarem o notebook mesmo).

Entrada do parque     Um dos caminhos para caminhada     Jardim planejado no Parc Monceau

Sol!

•[ janeiro 25, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
O céu aberto na minha última sexta-feira em Paris

Sexta-feira: o dia amanheceu com sol, e o céu totalmente aberto!

Só isso já vale um post.