Onde vai caber, Mister M?

•[ janeiro 24, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
O volante de Guto

Gi deixou um scrap dizendo que os créditos dela acabaram, por isso ela não tem respondido as mensagens. No scrap, ela também perguntava se tinha espaço na minha mala para levar um casaco dela. Se ela tivesse perguntado ontem, eu diria que sim. Mas depois de hoje, acho que não cabe mais nada.

Voltando pro começo: Guto, um amigo meu do Brasil, perguntou se eu poderia trazer uma encomenda para ele, se mandasse entregar na casa de Alessandro. Ele disse que era um controle de XBox, então não devia ser nada muito grande. Não vi problema, então concordei.

Ele comprou pelo eBay ou algo assim, e deu meu número pro cara bueral ligar quando fosse entregar. Quando o cara ligou, eu não entendia nada. Ele falava muito rápido, e o meu francês ainda não tava lá essas coisas. Passei pra Alessandro, e ele também não entendeu muito. Acho que encontrei um equivalente meu francês.

Depois de muitos problemas de comunicação, o cara apareceu lá embaixo, e eu fui buscar o volante. Eu esperava algo do tamanho de uma caixa de sapato, mas quando vi, o pacote inteiro é maior que minha bagagem de mão, pois ainda tem os pedais. E ainda pesa 5kg.

Fiz um teste, e vi e o volante com tudo era do tamanho da minha mala (é, aquela que quase me cabe dentro). Teoricamente o problema tá resolvido, certo? Não exatamente. Afinal, onde eu vou levar a minha roupa?

Sinceramente? Botei tudo no canto da sala e deixei pra me preocupar com isso quando for arrumar a mala pra ir embora. E Gi, como você pode ver, não cabe nem o seu casaco aqui. Com sorte, vai caber o meu.

Abaixo a pirangagem

•[ janeiro 24, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Poster do show de Radiohead

Todo dia no metrô, eu vejo dezenas de pôsteres espalhados. Filmes, shows, peças de teatro, de tudo um pouco. O poster acima foi um que me deixou mais intrigado, pois é o anúncio do show de Radiohead que só vai acontecer em Julho, e já tá vendendo!

Se o show fosse esse mês, eu juro que esquecia minha pirangagem e comprava o ingresso pra ir. Afinal, quando é que eu vou conseguir ir pra um show de Radiohead no Brasil? Mas como não é o caso, vamos voltar a minha pirangagem de um ticket de metrô (que custa 1,10 euros).

Na volta de Vincennes, eu poderia passar pela rue Montgallet, que é uma rua cheia de lojas de eletrônicos por preços mais em conta. A minha dúvida é se as lojas já estariam fechadas, afinal já eram 18h30. Se eu descesse lá e não tivesse nada aberto, ia ser um ticket jogado fora.

No entanto, desafiando toda a minha pirangagem, resolvi arriscar e descer lá. Tudo bem que isso foi em nome de uma economia muito maior, que era a de um cartão de memória maior para minha câmera. Fiquei impressionado com aquela rua. É realmente uma rua inteira de lojas de eletrônicos vendidos por orientais. Até site na internet tem!

Fui na busca de um Memory Stick Duo Sony de 4gb. Numa loja, eles não tinham 4gb. Na outra, eles não tinham Sony. Numa terceira, tava mais caro. Quando finalmente achei uma que tinha tudo o que eu queria, mostrei meu cartão de crédito (resolvi usá-lo pela primeira vez).

O vendedor olhou pro cartão e ficou procurando o chip dele. Virou pra a dona da loja e perguntou se aceitava, ela disse que não. Eu simplesmente não consegui comprar porque o meu cartão de tarja magnética já é ultrapassado. É mole? Na próxima vez, volto com dinheiro suficiente em espécie.

E, como eu suspeitava, desperdicei meu ticket do metrô.

Visita relâmpago a Vincennes

•[ janeiro 24, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Dentro do Château de Vincennes

Peguei o metrô, novamente para o terminal da linha 1, mas dessa vez para o terminal oposto: o Château de Vincennes. Assim como La Défense, Vincennes fica logo após os limites de Paris, e possui um dos mais importantes castelos reais.

Não sei que lerdeza foi essa que me fez chegar lá só as 16h15. Quando pedi um audio-guide para a mulher da recepção, ela disse que não podia me dar porque não ia dar tempo de ouvir, já que o castelo fechava as 17h. Maravilha, hein? Pelo menos isso me economizou 5 euros. E esse foi o único lugar que tinha um guia impresso em português.

Saí aluncinado atrás do castelo, pois eu tinha cerca de meia hora pra conseguir ver tudo. O problema é que eu simplesmente não achava o castelo, já que ele fica “escondido” atrás de um dos pavilhões. Lá na entrada, eu tinha tirado uma foto do mapa, pra me ajudar caso eu me perdesse, mas é claro que eu não lembrei disso na hora.

Mapa do Château de Vincennes     Rua principal dentro do Château de Vincennes     O castelo escondido

Quando finalmente cheguei no castelo, já tava imaginando que tinha perdido meu ticket, pois já tinha passado da hora de entrar, mas a mulher deixou eu passar. Saí lendo rapidamente o que tinha no guia e praticamente correndo pelos corredores do castelo. A visita inclusive tava meio estressante, pois no sobe e desce de escadas eu vivia me perdendo.

Só me acalmei um pouco quando encontrei um grupo de uns 20 idosos conduzidos por um guia. Eu finalmente podia entender melhor o que era aquele castelo e como funcionavam as coisas dentro dele. Bem, entre aspas, pois ele falava tudo em francês. Mas só de entender metade eu já tava feliz.

Uma das pontes que liga as torres do castelo     Corredor por onde o rei passava     Teto de um dos salões do castelo

Depois de algum tempo, eu perdi a paciência com a lentidão dos velhinhos e resolvi seguir minha visita sozinho mesmo. Minha grande preocupação era escurecer e eu não conseguir tirar foto de mais nada, já que minha câmera só serve de dia.

Ainda consegui tirar algumas fotos lá de cima de uma torre, de onde dá pra ver toda a extensão dos arredores do castelo, inclusive o bosque que fica lá no fundo. Saí do castelo e fui em direção à saída do bosque, mas chegando lá acabei desistindo.

A última coisa que eu queria era me perder fora de Paris.

Rua principal, rodeada de pavilhões     Saint-Chapelle e o Pavilhão da Rainha     A saäa em direção ao bosque

Cemitério de Père-Lachaise

•[ janeiro 24, 2008 ] • 3 Comentários

França Paris
Túmulo no cemitério Père-Lachaise

Ao contrário dos últimos dias, hoje amanheceu BEM nublado. Isso estragou meus planos de visitar alguns lugares que valem a pena com sol. Já que o dia tava com uma cara triste mesmo, resolvi ir pra um lugar também triste: outro cemitério.

O Père-Lachaise também é famoso por ter pessoas famosas enterradas nele. Mesma história do Montparnasse, só que com outras pessoas. Dois deles são o músico Frederich Chopin e o pintor Théodore Géricault, cujo túmulo possui esculpida uma réplica de sua pintura mais famosa, a da Medusa.

Entrada do cemitério Père-Lachaise     Túmulo de Chopin     Túmulo de Théodore Géricault

Uma grande diferença entre ele e o Montparnasse, é que ele não é plano. Muito pelo contrário, é cheio de ladeiras por toda parte. Mesmo usando o mapa, é fácil se perder e complicado encontrar quem você quer.

Depois de muito subir e descer, consegui encontrar Oscar Wilde. Esse túmulo tem marcas de batons de várias fãs (loucas) e algumas citações do próprio Wilde. Já me perguntaram porque ele foi enterrado em Paris, se ele era inglês. Eu não faço a mínima idéia.

Outro túmulo que eu demorei pra encontrar (e quase desisto) foi o de Edith Piaf. Só encontrei porque tinham duas orientais ao redor dele, observando as várias flores que enfeitavam o local. Lá, estava uma citação de Edith: “Deus reúne aqueles que se amam”.

Já cansado, fui atrás do último: Jim Morrison (agora um americano). Tive que perguntar a umas três pessoas que cortavam árvores no meio do cemitério até encontrar. Ela fica bem escondida, e tem umas grades ao redor. Vai ver os fãs dele conseguiam ser mais loucos que os de Wilde.

Túmulo de Oscar Wilde     Túmulo de Edith Piaf     Túmulo de Jim Morrison

Água mole, pedra dura

•[ janeiro 23, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
A fonte, dessa vez vista do outro lado da rua

Voltando pra casa, passei mais uma vez pela fonte dos atropelos.

Dessa vez eu fui pelo outro lado da rua, onde realmente existe uma calçada. E dessa vez ninguém buzinou pra mim.

Uma hora eu tinha que aprender.

Museu Nacional de Arte Modena

•[ janeiro 23, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Centre Pompidou no começo da noite

O museu de arte moderna é algo bem diferente do que eu tenho visto até agora. Os quadros usam cores fortes, vivas, e nem sempre querem dizer alguma coisa concreta. Bem, podem até querer dizer, mas muitas vezes só faz sentido pra o próprio autor da obra.

O museu é organizado por ordem cronológica: o 5o andar possui as obras modernas, de 1905 até o início dos anos 60. Além das pinturas, há também esculturas de metal, coisas que você não encontraria em outro museu.

Pintura do museu de arte moderna     Escultura do museu de arte moderna     Pintura do museu de arte moderna

Já no 4o andar, fica a parte contemporânea, de 1960 e pouco em diante. Isso aí já é demais pra mim. Se já tava difícil eu absorver aquela overdose de arte moderna, tava impossível entender como aquelas colagens eram arte. Tinha um quadro bem grande que era todo preto. E aquilo era arte.

Ainda bem que eu sou da área de tecnologia. O que é um computador pra mim também é um computador pra qualquer outra pessoa (mesmo que ela não saiba usar).

Pintura do museu de arte moderna     Uma das obras coloridas do museu     Uma das obras coloridas do museu

Centre Pompidou

•[ janeiro 23, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Centre Georges Pompidou

O Centro nacional de arte e cultura Georges Pompidou é um complexo que contém uma biblioteca pública, um centro de música e o Museu Nacional de Arte Moderna. O nome do centro foi dado em homenagem a um antigo presidente francês.

Por trás, o centro possui boa parte de sua estrutura do lado de fora: o encanamento de água, luz, eletricidade e ventilação, cada um indicado por cores. É mais ou menos feito a cueca do super-man, do lado errado. Essa forma de construção permitiu que o espaço interno fosse melhor utilizado.

Pela frente, você vê toda a parte interna através dos vidros, e tem um corredor gigante de escadas rolantes que vai passando por todos os andares. Nunca vi nada igual, a idéia foi muito boa. Acho massa quando um prédio desse todo diferente consegue ficar em pé. Viva a engenharia civil (e a arquitetura, por ter essas idéias loucas).

Centre Georges Pompidou     Centre Georges Pompidou     Centre Georges Pompidou

Antes de entrar, resolvi fazer o que muita gente por lá estava fazendo: sentar no chão em frente ao Centro e ficar lendo e olhando as pessoas passando. Algumas pessoas pintavam e desenhavam, outras ficavam apenas conversando e comendo.

Teve uma hora que eu levantei e passaram uns 40 pombos voando desesperados, porque um cara tinha jogado comida no chão. Deu tempo até filmar isso. Mais uma boa recordação pro futuro.

Em frente ao Centre Pompidou     Em frente ao Centre Pompidou     Em frente ao Centre Pompidou

Finalmente, entrei no centro. Fiquei bem perdido lá dentro, e não sabia por onde começar. Depois de muito tempo rodando, consegui comprar o ticket e descobrir onde ficava a entrada.

O museu de arte moderna, que era o que eu queria ver, fica no 4o e 5o andar. Os outros andares, pra falar a verdade, eu não descobri exatamente o que eram.