Igreja de St Eustache

•[ janeiro 22, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Église St Eustache

Ok, essa foi a última igreja que eu entrei nessa viagem. Acho que já disse isso antes, mas eu precisava ir nessa. As igrejas góticas sempre são mais pomposas que as outras. Uma das idéias delas é sempre mostrar o homem como algo muito menor em relação as obras de Deus, ou coisa do tipo.

E a Saint Eustache com certeza consegue isso. Perto dela, seja dentro ou fora, uma pessoa é um ponto mínimo.

Monumento em frente à St Eustache    Interior da St Eustache    Interior da St Eustache    Interior da St Eustache

Forum des Halles, o shopping escondido

•[ janeiro 22, 2008 ] • 1 Comentário

França Paris
Praça onde fica o Les Halles

Fui todo animado pro Centre Pompidou, ver o museu de arte moderna, mas justamente na terça-feira ele não abre, assim como o museu Picasso (é muita sorte pra uma pessoa só). Então fui em busca do Forum des Halles, um shopping bem grande que tem por perto.

Quando cheguei na praça onde deveria estar o shopping, não vi quase nada. Chegando mais perto, vi só um buraco. Foi aí que notei que tinham várias escadas rolantes que iam pro subterrâneo e entendi que o buraco era justamente o shopping subterrâneo!

Achei genial isso. Toda a arquitetura do lugar era cheia de curvas, o que deixava tudo com um ar meio futurístico. E o bizarro era ver as placas dos andares: -1, -2 e -3.

Parte superior do Les Halles     Dentro do Les Halles     O centro do Les Halles (o tal buraco)

Toda a finèsse française

•[ janeiro 22, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Place des Vosges

Dizem que a Place des Vosges é a praça mais bonita de Paris, só que o inverno acaba fazendo ela parecer como qualquer outra. Ela é rodeada de prédios todos iguais (algo até bem lodrino, eu diria).

Foi nela que eu sentei num banquinho e comecei a comer o baguente que eu tinha acabado de comprar. No tal restaurante, qualquer coisa ficava 2 euros mais barata se você pedisse pra viagem, então foi o que eu fiz.

Enquanto eu comia, surgiram milhares de crianças na praça (talvez até tivessem uns 14 anos, mas pra mim eram crianças). Acho que era o recreio de alguma escola próxima, pois as roupas eram um negócio bem Harry Potter.

Três meninas sentaram na minha frente e começaram a desembrulhar o lanche. De dentro do saco, saiu praticamente uma galinha assada. A forma como aquelas meninas saciavam a fome (até então elas pareciam educadas em Londres) era um negócio bem brasileiro. Quando vi aquilo, eu não me segurei e comecei a rir. Quando uma delas notou, começou a rir também, meio que com vergonha.

Isso me levou à conclusão que deve fazer parte do longo processo da educação parisiense transformar as crianças, tão espontâneas quando novas, em pessoas tão frescas quando adultas.

Le Marais

•[ janeiro 22, 2008 ] • 2 Comentários

França Paris
Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris

O “pântano”, como é chamado esse bairro de Paris, é conhecida como a área nobre (ou burguesa) da cidade. É nele que fica o Hôtel de Ville, onde terminou meu passeio de ontem. Mas dessa vez, o sol me ajudou a tirar uma foto muito melhor dele.

Nele ficam dois museus famosos. O Muséee Carnavalet conta a história da França, principalmente através de pinturas. Não podia tirar foto dentro dele, mas foi muito legal ver a cidade como era antigamente. Pra falar a verdade, deu pra ver o quanto Paris é bom conservada, pois ela é exatamente igual nas pinturas de antigamente. O que mais muda são as roupas das pessoas.

O Musée Picasso dispensa explicações, e abre todos os dias, menos na terça-feira. Pois é, hoje é terça. Nada pessoal contra Picasso, mas é o segundo museu dele que eu não consigo entrar.

No extremo leste do bairro (nem sei se ainda é considerado Marais), fica o Institut du Monde Arab, um instituto com o objetivo de divulgar a cultura dos países árabes. Ele é conhecido pelos painés solares, instalados ao longo de toda a fachada sul. Cheguei a ir até a porta, mas a entrada me pareceu meio burocrática e acabei desistindo.

Entrada do Museé Carnavalet     Musée Picasso     Institut du Monde Arab

O instituto fica logo ao lado da universidade de Jussieu, a de Paty. Nesse momento eu liguei pra ela pra ver se conseguia almoçar com ela, já que a gente está tentando se encontrar de novo desde que eu voltei de Londres.

Caixa postal. Talvez outro dia.

Jardin des Plantes (mas que plantas?)

•[ janeiro 22, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Jardin de Plantes

O nome do lugar é “Jardim das Plantas”, devido à grande variedade de plantas, flores, e outras coisas verdes que existem por lá. Mas quando eu cheguei lá, cadê as plantas?

O jardim não chega a ser do tamanho de Luxembourg, mas o formato das árvores é algo bem interessante, se não fosse o detalhe de estarem todas sem folhas. Algo me diz que Alessandro não sai de casa no inverno. Ele vive dizendo que eu tenho que visitar os jardins e praças, porque são muito bonitas e tal, mas quando eu chego nos lugares, só vejo a natureza morta.

Corredor lateral de árvores no Jardin de Plantes     Área central do Jardin de Plantes     Uma árvore bizarra, no Jardin de Plantes

Andando um pouco mais, eu confirmei que cheguei alguns meses adiantado nesse lugar: áreas enormes só com as mudas das plantas (ou as vezes nem isso). Ao lado de cada uma delas, uma plaquinha indicando o nome científico do que foi plantado ali. Parecia um projeto de feira de ciências.

Se alguém estiver em Paris na primavera, por favor, passe lá e tire umas fotos por mim.

Plantação de mudas e sementes     Plantação de mudas e sementes     Plantação de mudas e sementes

Alguns fatos curiosos surgiram nesse fim de manhã: primeiro, logo no portão parecia estar havendo uma manifestação, com várias pessoas carregando bandeiras. Pela cara de descontração do pessoal, não achei que fosse um protesto… tava mais com cara de passeata de partido político.

Outra coisa eram vários grupos, com cerca de 10 homens de meia idade cada, reunidos e cheios de malas. Também não entendi o que era mas, se fosse no Brasil, eu diria que era competição de futebol.

Terceiro ponto curioso é que tem uma parte do jardim que se chama “O Labirinto”. Eu até comecei a andar por dentro dele, mas depois eu fiquei com medo de me perder de verdade nele (coisa muito comum) e levar horas pra conseguir sair. Então fiz o resto do caminho por fora mesmo, e fui direto pra a saída.

Manifestação (provavelmente poltica)     Grupos reunidos, só não sei para que     A entrada do Labirinto

A estação que não estava lá

•[ janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Hôtel de Ville (prédio da prefeitura de Paris)

Como todo fim de jornada, abri o mapa pra descobrir qual a estação mais rápida pra voltar pra casa. Com pouco esforço, vi que era só atravessar a ponte e pegar a estação St Paul, que fica na rua Rivoli. Ela passa na minha familiar linha 1, e dela eu sei chegar em qualquer lugar.

O problema foi que, chegando onde a estação deveria estar, ela simplesmente não estava. Eu sei que o metrô é subterrâneo, mas pelo menos uma pontinha da estação precisa aparecer na superfície, mas nem sinal. Andei 2 ruas nas quatro direções, em busca da estação, e nada.

Pensei em perguntar a alguém de uma das lojas na Rivoli, mas eu sinceramente tava me sentindo muito burro pra não achar uma estação. Não é possível. A estação simplesmente não existe.

Depois de 20 minutos de insistência, e de me certificar de que ela realmente não existia, resolvi ir andando até o Hôtel de Ville (o prédio da prefeitura), onde ficava a estação seguinte da linha 1. Por pouco, eu também não achei. Mas se vocês olharem no meio da foto, verão um “M” amarelo brilhando.

Ufa. Consegui voltar pra casa. Mas juro que fiquei intrigado pelo fato da estação simplesmente não existir.

Île de St Louis: Você não foi??

•[ janeiro 21, 2008 ] • Deixe um comentário

França Paris
Pont de Sully e o Institut do Monde Arab, vista da Ile de St Louis

– E aí, fosse na Île de la Cité?
– Fui sim, subi na Notre Dame e tudo.
– E na Île de St Louis?
– Hum… fui não.
– Ué, por que não??
– Sei lá, não tinha no guia…
– Tem que ir po!

Isso foi parte da conversa com Alessandro, enquanto ele aumentava minha lista de coisas pra ver, logo que voltei de Londres. Hoje, como eu já tava bem perto da Notre Dame, resolvi conhecer essa ilha menor, que é logo do lado.

É engraçado o fato da ilha ter apenas 3 ruas (ou uma rua e 2 cais). Com pouco tempo você passa por tudo, mas é interessante ver o como ela parece uma mini-cidade. Tem uma escola, uma igreja (a St-Louis-en-Île, o mesmo nome da rua central), uma padaria, um de tudo.

A Notre Dame no fim da tarde     Altar da igreja St Louis en Île     O rio Sena, visto de um dos lados da Ile de St Louis

Na tal padaria, comprei um “pain au chocolat” (pra comer mais tarde), uma das comidas típicas francesas, afinal, eu tinha que comer algo típico. Passei pela igreja exatamente as 18h, então ouvi o sino tocando e dezenas de crianças saindo da escola vizinha.

Depois de tanto tempo de férias, eu tinha esquecido o que era depender do relógio. Essa história de acordar na mesma hora todo dia pra ir trabalhar, e sair correndo pra casa quando termina o expediente. Vou ter que me reacostumar a isso quando terminar minha viagem.